Já está em clima de Carnaval? Aprenda o hit deste ano e escolha sua fantasia!

As melhores fantasias do Carnaval de Belo Horizonte em 2015 :D Fotos: CMC

As melhores fantasias do Carnaval de Belo Horizonte em 2015 😀 Fotos: CMC

Faltam ainda três semanas para o início do Carnaval e já reparei que tem muita gente no clima, pelo menos aqui em Belo Horizonte, cidade que promete ter recorde de foliões mais uma vez.

Adivinhem qual o post do blog que está entre os mais lidos nos últimos dias? Ele mesmo: “As Melhores Fantasias do Carnaval de BH“. Esse post reuniu, em uma galeria, dezenas de fotos de fantasias muito criativas usadas nos bloquinhos do ano passado, clicadas por mim. Quer se inspirar para sair às ruas caprichado neste ano? CLIQUE AQUI e veja as ideias inusitadas que o pessoal teve em 2015 😉

MARCHINHAS DE CARNAVAL

Já acabaram as inscrições para o tradicional Concurso de Marchinhas Mestre Jonas e os finalistas serão anunciados em breve. Mas uma marchinha com pinta de vencedora já está bombando na internet. “Prefeito, libera o cooler”, do coletivo Canto da Lagoa, faz uma crítica ao decreto polêmico (pra dizer o mínimo) do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que proíbe a instalação de churrasqueiras, coolers ou similares nas ruas ou em carros estacionados na cidade. Pra saber mais sobre o decreto, CLIQUE AQUI.

Quer aprender a letra da marchinha? Veja o vídeo abaixo! 😀

Relembre aí os vencedores das edições anteriores do concurso de marchinhas:

Atualização em 18/1: As 15 melhores marchinhas pré-selecionadas pelo concurso foram divulgadas hoje! CLIQUE AQUI para ouvir todas elas e escolher suas favoritas 😉

PROGRAMAÇÃO DE BLOQUINHOS

Vocês acham que só porque tenho um bebezinho pequeno não vou pular o Carnaval? Estão muito enganados! Estou em dúvida se me fantasio de grávida (tá fácil, hahahaha), de mamadeira ambulante ou de supermãe maravilha 😉

Você também tem criança em casa? Saiba que, como todo ano, também deve ter bloquinho para os pequenos. A programação completa ainda não foi divulgada pela Belotur, mas logo poderá ser vista AQUI. Por enquanto, dá pra ver AQUI a programação de ensaios e pré-Carnaval na cidade, que já começam nesta sexta-feira.

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Proibição da propaganda de cerveja em rádio e TV

Reprodução

Reprodução / Youtube

Texto escrito por José de Souza Castro:

“Como o governo pode economizar bilhões restringindo a propaganda de bebida na TV”. Esse é o título de um artigo de Marcelo Godoy que li AQUI, no dia 14 deste mês. Interessante, não? “O Senado deve votar no segundo semestre o PLC 83/2015, que prevê mudanças na Lei 9.294/96, proibindo a propaganda de bebida alcoólica nas emissoras de televisão e de rádio e demais meios de comunicação”, diz Godoy.

E acrescenta:

“O Brasil perde 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em decorrência de problemas relacionados ao álcool. O custo do uso abusivo de bebida alcoólica atingiu, em 2014, algo como R$ 372 bilhões.

Todo ano, motoristas embriagados matam 50.000 pessoas. As vítimas de traumatismo chegam a 500 mil pessoas. A maioria dos feridos são levados para um pronto-socorro público. Os planos de saúde não devolvem nada ao SUS. Quem paga a conta dos feridos e mutilados é o cidadão, com seus impostos.

Dilma enviou um orçamento com previsão de déficit de R$ 30,5 bilhões, o que corresponde a 0,5% do produto interno bruto do país, e pediu ajuda ao Congresso para que encontrem saídas juntos.

O governo precisa cortar sem dó seus excessos e fazer muitos ajustes, mas é importante que, assim como a corrupção, certos comportamentos não sejam mais tolerados.

Por que aumentar impostos da população e cortar certos benefícios sociais se existem alternativas que podem beneficiar a todas as classes sociais?”

Resolvi pesquisar. No fim, aquilo que parecia uma boa ideia, não passa, a meu ver, de balela. Ou de um balão que murchou assim que lançado.

O projeto de lei que começou a transitar no Senado há pouco mais de um mês foi apresentado à Câmara dos Deputados pelo ex-deputado e ex-líder do PP João Pizzolatti. Não consegui descobrir quando, mas desde o começo deste ano ele não é deputado. Desistiu no ano passado de concorrer à reeleição, ao ter sua candidatura indeferida. Neste ano, está sendo investigado pela Operação Lava Jato (veja AQUI e AQUI).

Não bastasse a decepção com o autor, não me animo com a relatora do projeto na Comissão de Educação do Senado, onde chegou no dia 8 de agosto último. É a senadora Ana Amélia de Lemos, do PP gaúcho, candidata derrotada nas eleições para governadora de seu Estado no ano passado.

Recorro novamente ao artigo de Godoy:

“Os dois maiores adversários de uma decisão corajosa e responsável do Congresso para evitar o desperdício inestimável de vidas e de dinheiro são, pela ordem: o modelo de financiamento de campanhas eleitorais e o regime de concessão de rádio e TV.

No primeiro caso, várias carretas lotadas com R$ 242 milhões foram entregues pela indústria de bebidas para 76 deputados de 16 partidos nas últimas eleições.

Somente Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, recebeu sozinho um caminhãozinho com mais de 1 milhão de uma empresa da Ambev.

O financiamento de campanhas de políticos deixa evidente que os interesses de algumas empresas são opostos aos interesses da população e do país.

No segundo caso, a indústria de bebidas despeja anualmente mais de 4 bilhões de reais em publicidade em emissoras de rádio e TV e estima-se que mais de 80 senadores e deputados possuem centenas de concessões de rádio e TV espalhadas em todo pais. Os congressistas são parte deste negócio bilionário.”

E quem é a senadora Ana Amélia? Encontrei isso na minha pesquisa: “A senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) foi Cargo em Comissão (CC) do próprio marido, já falecido, o senador biônico Octávio Omar Cardoso, em 1986, acumulando essa função com o cargo de diretora da Sucursal do Grupo RBS, em Brasília. A portaria nº 256, de 9 de junho de 1986, assinada pelo então Primeiro-Secretário do Senado, senador Enéas Faria, designou Ana Amélia de Lemos para exercer a função de Secretária Parlamentar, do gabinete do vice-líder do Partido Democrático Social, Senador Octávio Cardoso, a partir de 1º de abril do corrente ano”. Íntegra AQUI, mas vale destacar este parágrafo:

“Na época, Ana Amélia era diretora da sucursal da RBS, em Brasília, assinando uma coluna no jornal Zero Hora. A jornalista mudou-se para Brasília em 1979, acompanhando seu então marido Octávio Omar Cardoso, suplente do senador biônico Tarso Dutra (falecido em 1983), que foi efetivado no cargo em 1983, exercendo-o até 1987. Na capital federal atuou como repórter e colunista do jornal Zero Hora, da RBS TV, do Canal Rural e da rádio Gaúcha. Em 1982, foi promovida a diretora da Sucursal em Brasília.”

Minha dúvida: a quem servirá o relatório da senadora? Aos milhões de brasileiros que são incentivados pela propaganda a consumir cerveja, em anúncios em rádios e televisões, ou ao antigo patrão que não lhe faltou na primeira campanha eleitoral para o Senado, em 2010, e para o governo estadual, em 2014? Nas mãos da funcionária e ex-diretora da maior afiliada da Rede Globo no país, esse projeto de Pizzolatti – que há muito o esqueceu – vai avançar no Senado?

O mais triste é que, mais do que nunca, por causa da crise tão decantada pelo Grupo Globo, o país precisa desse tipo de economia que salva vidas e pode evitar que outros cortes no Orçamento da União sejam feitos à custa dos mais pobres.

O Brasil não precisaria voltar a discutir esse problema, se os parlamentares, em 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso, não tivessem cedido à pressão das cervejeiras e da imprensa, ao não incluir a propaganda da cerveja na Lei 9.294/1996, que dispôs “sobre as restrições ao uso e à propaganda de produtos fumígeros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e defensivos agrícolas, nos termos do § 4° do art. 220 da Constituição Federal”.

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A cerveja que você toma é cada dia menos cerveja

Foto da minha antiga janela. (CMC)

Foto da minha antiga janela. (CMC)

Já escrevi por aqui sobre uma pesquisa da USP, de 2012, que mostrou que a cerveja que consumimos no Brasil é feita de milho, não de cevada, como manda a receita original. E isso é permitido, até um certo percentual, pela nossa legislação.

Hoje, reportagem do jornal “O Tempo” mostra que o problema é mais embaixo: o milho que vem sendo usado para fazer a cerveja é transgênico.

Você pode perguntar: e daí? E daí que a gente paga cada vez mais caro para tomar cerveja, movimenta um mercado bilionário e, ainda assim, consumimos algo que nem sequer é informado no rótulo (para que tenhamos a opção de deixar de consumir, se não concordarmos).

Em 2008, quando me mudei de Beagá para São Paulo, fiquei escandalizada com os valores das cervejas por lá: giravam em torno de R$ 5,50. Na época, minha terrinha tinha as bebidas sempre na casa dos R$ 3, mesmo que fosse R$ 3,99. Quando voltei, no final de 2012, quase caí pra trás: dependendo do bar, a cerveja custa mais de R$ 6! Será que a inflação cresceu 100% em menos de cinco anos e eu não percebi?

Pra piorar, como eu já escrevi por aqui, existem quadrilhas especializadas em falsificação de cerveja. Ou seja, mesmo quando estamos pagando os R$ 6 por uma cerveja de milho transgênico da Ambev ou da Schin, talvez estejamos tomando uma barataça de marca semidesconhecida, que nem sabemos ainda o que leva em sua composição.

O que fazer? Para quem gosta de cerveja, acho que não há muita solução. Talvez o ideal seja comprar direto no supermercado, priorizar as especiais, tomar menos e em casa. De quebra, o bolso e a saúde agradecem.

  • Clique AQUI para ler todos os artigos relacionados ao assunto.
  • Clique AQUI para ler o artigo original sobre a toxicidade do milho transgênico (em inglês).
  • Clique AQUI para ler a reportagem sobre o milho transgênico.

Já tomou sua cerveja falsificada hoje?

Foto da minha antiga janela. (CMC)

Foto da minha antiga janela. (CMC)

É difícil tomar cerveja de qualidade no Brasil.

Pra começar, somos dominados pelo monopólio da Ambev, dona das marcas Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia, Original, Quilmes, dentre outras menores, além de distribuir produtos da Anheuser-Busch InBev (que é dona da Ambev), como a Budweiser e a Stella Artois. A empresa respondeu por 67,9% do mercado brasileiro de cervejas em 2012.

O problema é que essas cervejas são, em sua maioria, feitas com cereais mais baratos e de pior qualidade do que a tradicional cevada. O físico e professor emérito da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite já tinha alertado para o uso indiscriminado de milho no lugar de cevada em artigo de 2009. Mais tarde, em 2012, uma pesquisa da USP confirmou a percepção, não só nas cervejas da Ambev mas também em outras marcas, como a Nova Schin.

Só que a coisa ainda piora.

Os donos de bares, querendo faturar ainda mais (não bastasse o tanto que a cerveja já é consumida no Brasil, por preços cada vez mais escandalosos), falsificam as cervejas estregues ao consumidor. Trocam rótulos e até tampinhas (!) para vender gato por lebre.

Já constatei isso pessoalmente em um bar badaladíssimo na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Estava lá com meus amigos, tomando “Original” a cabeludos R$ 7,50, quando meu namorado saiu para buscar algo no carro. Na hora, ele viu um caminhão sem logomarca descarregando vários engradados de cerveja sem rótulo. Caixas e mais caixas. Voltou contando isso na mesa e fizemos o teste, puxando o rótulo daquela “Original”. O resultado previsto: ele saiu inteirinho, sem nenhuma cola, como se estivesse grudado com cuspe.

(Só não coloco o nome do bar aqui porque não tenho provas além do nosso testemunho e não ouvi o dono do bar para cravar uma informação tão grave, que pode manchar o nome dele pra sempre. Mas não me importo de contar pessoalmente aos amigos que me perguntarem.)

E quem não se lembra do tradicionalíssimo Bar Léo, em São Paulo, que vendia chopp Ashby no lugar do mais caro chopp Brahma? O gerente foi preso, o bar foi lacrado, e só foi reaberto quando o Bar Brahma decidiu comprá-lo. Quantos não tomaram um chopp pensando que era outro até que alguém de paladar mais apurado denunciasse? E não é tão fácil assim de perceber, já que, como eu já disse, todas as cervejas estão com qualidade ruim. Há algumas piores do que outras, mas o pior é eles enganarem o consumidor tão descaradamente. No caso do bar Léo, não duvido que a própria Ambev tenha percebido o engodo e denunciado.

O caso mais recente aconteceu ontem. Um esquema foi descoberto pela PM em Sete Lagoas, região metropolitana de Belo Horizonte*. Os caras pegavam a terrível Glacial e a disfarçavam manualmente como Skol e Brahma, com direito a rótulo e tampinha (quem as fornece? Será que a polícia vai mais a fundo nisso?). Foram apreendidas 260 caixas de cerveja, o equivalente a 6.240 garrafas, que iriam para bares da própria cidade e de cidades vizinhas, incluindo Beagá. Será que iria para o bar do Centro-Sul onde flagramos o trote?

A Glacial é uma das piores cervejas que já tomei, que só vale pela nostalgia que me traz, ao lembrar dos tempos em que íamos direto da aula na UFMG para o mal-afamado “Bar do Real”, lá perto, tomar Bohemia a R$ 1,98, Skol e Brahma a R$ 1,30 e, estudantes pobres que éramos, umas últimas garrafas de Glacial a R$ 1. Naquele tempo (nem faz tanto tempo assim), a cerveja em Beagá ainda era vendida na casa dos R$ 3. Fui a São Paulo, em 2008, contando isso pra todo mundo, escandalizada com os R$ 5,50 que custavam as cervejas de lá. Quando voltei, no ano passado, encontrei as cervejas sendo vendidas em Beagá a R$ 6, R$ 6,50, R$ 7… Que inflação foi essa?

Nesses tempos difíceis, quem quiser relaxar com uma cervejinha precisa mesmo desembolsar (nem tanto) mais e encarar as artesanais e importadas

Leia também:

* Ninguém está livre desses esquemas, nem no interior. Outros parecidos já foram descobertos no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro, GoiâniaMontes Claros, Juiz de Fora, Divinópolis… E quando a própria fabricante adultera dez de suas marcas…?! :O