Conheça a Feirinha Aproxima

Eu nunca tinha ouvido falar dela, e já estava em sua quarta edição. Mas neste sábado, lá fui eu para o Mercado Distrital do Cruzeiro conhecer a Feirinha Aproxima. Fui por causa do Largo das Artesanais — as barraquinhas de cervejas artesanais produzidas em Minas, como as Inconfidentes, a Backer, a Krug Bier e a Falke, além de várias outras. Mas acabei caindo num comércio mágico de temperos, pimentas, cafés, queijos, cachaças, comidas prontas (salsichão, pão com linguiça, tapioca etc) e até roupas para chefs de cozinha.

Todas as fotos: CMC

Todas as fotos: CMC

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Clique nas fotos para ver a imagem em tamanho real.

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Filinha pra pegar cerveja na Kombi.

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Assim como eu não conhecia, imagino que muitos de vocês nunca tenham ouvido falar do projeto — embora, neste sábado, a feirinha estivesse bem cheia (corre entre os participantes que o organizador, Eduardo Maya — ex-Comida di Buteco — pretende até levá-la para um espaço mais amplo. A ver…). Por isso, resolvi fazer um post aqui no blog, para ajudar a divulgar esta ideia tão bacana.

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A Feirinha Aproxima acontece, por enquanto, todo primeiro sábado de cada mês, no Mercado Distrital do Cruzeiro (rua Ouro Fino, 452, Cruzeiro), das 10h às 17h. Sem cobrança de entrada. As cervejas e comidas são vendidas no esquema de fichinha, como em festas juninas.

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De quebra, você ainda poderá ter a oportunidade de almoçar no Mercado e fazer compras lá dentro, que também é um lugar super agradável e tinha até apresentação de chorinho na hora que chegamos no último sábado.

Então, anote na sua agenda: o próximo Aproxima vai acontecer no primeiro sábado de novembro, que já é no dia 1/11!

Saiba mais:

Site do Aproxima
Facebook do Aproxima

Leia também:

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A cerveja que você toma é cada dia menos cerveja

Foto da minha antiga janela. (CMC)

Foto da minha antiga janela. (CMC)

Já escrevi por aqui sobre uma pesquisa da USP, de 2012, que mostrou que a cerveja que consumimos no Brasil é feita de milho, não de cevada, como manda a receita original. E isso é permitido, até um certo percentual, pela nossa legislação.

Hoje, reportagem do jornal “O Tempo” mostra que o problema é mais embaixo: o milho que vem sendo usado para fazer a cerveja é transgênico.

Você pode perguntar: e daí? E daí que a gente paga cada vez mais caro para tomar cerveja, movimenta um mercado bilionário e, ainda assim, consumimos algo que nem sequer é informado no rótulo (para que tenhamos a opção de deixar de consumir, se não concordarmos).

Em 2008, quando me mudei de Beagá para São Paulo, fiquei escandalizada com os valores das cervejas por lá: giravam em torno de R$ 5,50. Na época, minha terrinha tinha as bebidas sempre na casa dos R$ 3, mesmo que fosse R$ 3,99. Quando voltei, no final de 2012, quase caí pra trás: dependendo do bar, a cerveja custa mais de R$ 6! Será que a inflação cresceu 100% em menos de cinco anos e eu não percebi?

Pra piorar, como eu já escrevi por aqui, existem quadrilhas especializadas em falsificação de cerveja. Ou seja, mesmo quando estamos pagando os R$ 6 por uma cerveja de milho transgênico da Ambev ou da Schin, talvez estejamos tomando uma barataça de marca semidesconhecida, que nem sabemos ainda o que leva em sua composição.

O que fazer? Para quem gosta de cerveja, acho que não há muita solução. Talvez o ideal seja comprar direto no supermercado, priorizar as especiais, tomar menos e em casa. De quebra, o bolso e a saúde agradecem.

  • Clique AQUI para ler todos os artigos relacionados ao assunto.
  • Clique AQUI para ler o artigo original sobre a toxicidade do milho transgênico (em inglês).
  • Clique AQUI para ler a reportagem sobre o milho transgênico.

A maior carta de cervejas da América Latina

Fotos: CMC

Fotos: CMC (Perdoem a baixa qualidade, foram feitas no celular) – Clique nas imagens para ver maior.

O restaurante acima, Café Viena Bier, sempre cheio, existe há 12 anos, mas só neste fim de semana fui conhecê-lo. E merecia virar rota turística de todos os apreciadores de cerveja do país: afinal, ali está a maior carta de cervejas especiais da América Latina.

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Tem garrafa até da Rússia, como esta Baltika que experimentei (meio ruim, eles deveriam ficar na vodka mesmo):

Foto0127Os preços das cervejas são, principalmente, na faixa dos R$ 20 e poucos, então não é um lugar para se ir todos os dias. Mas também tem as da Ambev, por preço normal de buteco, e outras bem mais caras, como uma americana que custava R$ 990 (sim, com esse zero à direita)!

A melhor foi esta britânica, a R$ 33. Mais salgada que as outras, mas realmente uma das melhores que já tomei na vida:

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Foto0129Esta alemã também era gostosa, por R$ 22:

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Além da vasta opção de bebidas, o cardápio tem dezenas de pratos deliciosos. O forte é a culinária alemã, com todos aqueles joelhos de porco, salsichões e afins. Mas, aos sábados, o buffet do almoço tem a tradicional feijoada e também uma bacalhoada. Os pratos têm preços justos, principalmente pela fartura. É possível comer uma leitoa assada, com acompanhamentos de uma refeição completa, tamanho família, a R$ 46.

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Eu pedi uma “porção alemã” (vários tipos de salsichão flambados, joelho de porco e salada de batata) para duas pessoas, que facilmente serviria quatro estômagos. Saiu a R$ 36 e estava deliciosa:

Foto: Beto Trajano

Foto: Beto Trajano

Além disso, o atendimento (quem serviu nossa mesa foi o garçom Lúcio) é muito bom, com direito a dicas e sugestões acertadas. O ambiente é gostoso, com muitos casais, mas também muitas famílias. Tem um espaço com mesas na calçada, um salão interior em dois andares e até uma varanda com mesinhas também, muito gostosa. A decoração é mais antiga, com instrumentos musicais pendurados pelas paredes e várias geladeiras lotadas de garrafas do mundo todo.

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Foto: Beto Trajano

No final, experimentamos três cervejas especialíssimas, tomamos mais uma nacional, e comemos o dobro do que nossa consciência permitia — e a conta saiu a R$ 70 por pessoa. Não é barato, mas o custo-benefício é a garantia de uma noite excelente. Virei freguesa.

***** (ótimo)

$$$ (de R$ 40 a R$ 75 por pessoa)

Janelas para a alma

A revista sãopaulo, que sai na Folha todo domingo, tem uma seção legal chamada “300 dpi”, em que os leitores podem enviar fotos sobre determinado tema e eles publicam a melhor.

O tema para o próximo domingo é “janelas”, justamente uma das coisas que mais gosto de fotografar. E me ocorreu que eu poderia postar aqui no blog algumas fotos minhas a partir dos temas sugeridos pela revista (já que não posso enviar para eles).

Portanto, divido hoje algumas janelas com vocês:

Fotos: CMC

NENHUM rosto admirando o céu da janela!