Um poema de autoajuda

Escrito em julho de 2007, mas faz sentido até hoje: “A gente se acostuma com a depressão. Quando ela vem, nos engole Chega devagar, com trilha sonora Mas sem dramaticidade. E vai esmagando osso a osso. Nos abraça enforcando Como uma jibóia. Nos asfixia e tira a razão. O problema é que jamais gritamos: nos… Continuar lendo Um poema de autoajuda

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12 rimas para amora

Tem coisa melhor que puxar um galho bem alto e, segurando com força, comer toda e qualquer amora pretinha que vir pela frente? — Me deixa mais, ela implora. — Vamos que já está na hora. — Você sabe que ela adora. — Logo põe tudo pra fora. — Está na hora de ir embora.… Continuar lendo 12 rimas para amora

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Mais uma noite a menos de vida…

Barulhos noturnos Tic tic tic tic Em algum lugar perto do meu olho esquerdo eu sinto esse estalar.   Tic tac tic tac tic tac O relógio é insistente e incômodo. Minha insônia, como louca, me incorpora cada poro está aceso, está em guarda.   Toc toc toc toc: o coração compassado com os segundos… Continuar lendo Mais uma noite a menos de vida…

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Teologia infantil

Ontem fui procurar o poema que escrevi para Maria e, embora não tenha encontrado (estava no primeiro caderninho de poemas), achei meu segundo caderninho de poemas, escritos entre 1994 e 1997. Um deles me chamou a atenção, porque refletia sobre vida após a morte e deus, e foi escrito quando eu tinha 12 anos: Existe céu?… Continuar lendo Teologia infantil

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Ipê-amarelo

As sombras formam formas no muro formas folhadas, com sons e cores que na luz tênue do sol poente viram noite e encobrem espinhos leitosos sabor veneno. As flores vermelhas se confundem com os confetes que animam carnaval e carnaval é a dança da brisa batendo no ipê. Choveu, e hoje o mundo amanheceu mais… Continuar lendo Ipê-amarelo

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