Na semana passada, eu estava lendo uma reportagem sobre as diferenças, vantagens e desafios de trabalhar como CLT (carteira assinada) ou como MEI ou PJ (pessoa jurídica, microempreendedor).
O texto ouviu muitas pessoas e trouxe umas falas muito interessantes de quem prefere trabalhar como assalariado de uma grande empresa e quem prefere abrir o próprio negócio e trabalhar prestando serviço pela própria empresa.
Como tudo na vida, essas duas formas de trabalho têm seus prós e contras, que podem ser assim resumidos:
- Trabalhar como PJ ou autônomo (MEI): tem a vantagem de a pessoa ser dona do próprio negócio e trabalhar em horários mais flexíveis. Já a falta de investimento inicial e de equipamentos e insumos pode ser desafiadora.
- Trabalhar com carteira assinada (CLT): tem a vantagem de maior estabilidade no emprego, salário mensal garantido e outros benefícios, como férias, direitos trabalhistas ou plano de saúde. A desvantagem fica principalmente por conta de escalas de trabalho muito exaustivas, principalmente no modelo 6×1.
Como já trabalhei de todos os jeitos que vocês imaginarem nesta vida, com passagem por várias empresas, como CLT e como PJ, resolvi, é claro, dar meu pitaco neste debate.
Vantagens e desvantagens de trabalhar como CLT e PJ
Já trabalhei como CLT e como PJ, em situações bem diversas. Por exemplo, já fui CLT em uma empresa pública que garantia todos os meus direitos trabalhistas, sem exceção, mas que tinha uma carga de trabalho exaustiva e baixa remuneração.
Já trabalhei como CLT em uma empresa privada que não cumpria praticamente nenhum direito trabalhista (cheguei a trabalhar uma média de 2 a 6 horas extras por dia sem ganhar nem um centavo ou banco de horas por isso) e também tinha baixíssima remuneração. Fora que, até assinar minha carteira, ficou me pagando como RPA por mais de dois anos, em uma situação totalmente irregular.
Já trabalhei em outra empresa privada que supostamente me contratou como CLT e depois como PJ, mas em ambos os casos deixou de me pagar até o meu salário básico por vários meses (a dívida total chegou a R$ 50 mil).
Já trabalhei em outras empresas como CLT em que tudo foi feito de acordo com a lei, a remuneração foi justa, mas houve outras formas de exploração.
Desde 2022, quando saí da última delas, tenho trabalhado apenas como PJ. Mas mesmo aí vivi situações diversas. Trabalhando como PJ pra uma agência muito bacana, pude usufruir de jornada de trabalho flexível, comunicação assíncrona e home-office, além de remuneração justa e mensal.
Trabalhando como PJ em outra empresa, tive que ir presencialmente ao trabalho quase todos os dias, e trabalhar exatamente como qualquer outro funcionário CLT, perdendo portanto as melhores vantagens de ser PJ e sem usufruir dos benefícios trabalhistas dos CLTs.
Neste ano, resolvi passar a trabalhar como PJ prestando serviços da minha casa mesmo, pela minha empresa. A remuneração por enquanto é menor, mas a liberdade, a flexibilidade e o SOSSEGO são infinitamente maiores.
Enfim, como bem diz a matéria, há prós e contras em tudo nesta vida. Eu acho que o mais importante é que os direitos duramente conquistados pelos trabalhadores sejam respeitados e que não haja exploração e alienação, seja qual for o modelo de trabalho 😉
***
E você, o que prefere? Qual é a SUA experiência trabalhando como CLT e como PJ? Conte sua história nos comentários e ela pode virar um post aqui no blog 😀
Leia estes outros posts sobre trabalho:
- Pessoas em cargos de liderança estão EXAUSTAS
- Reflexões sobre trabalho, burnout e a importância do DESCANSO
- 1 ano após pedir demissão: como mudei minha vida
- Precisamos repensar o WhatsApp no trabalho
- Reflexões sobre aptidão, trabalho e o aprendizado além da escola
- Os prós e contras do teletrabalho ou home office
- 10 ideias para se desconectar da rotina de trabalho e das telas
- A recompensa para quem trabalha muito é…
- WhatsApp entre colegas de trabalho: guia de boas maneiras
- Demissões na Globo: a volta do passaralho
- Domenico De Masi, o ócio criativo e mais de suas ideias que ouvi em uma palestra
➡ Quer reproduzir este ou outro conteúdo do meu blog em seu site? Tudo bem!, desde que cite a fonte (texto de Cristina Moreno de Castro, publicado no blog kikacastro.com.br) e coloque um link para o post original, combinado? Se quiser reproduzir o texto em algum livro didático ou outra publicação impressa, por favor, entre em contato para combinar.
➡ Quer receber os novos posts por email? É gratuito! Veja como é simples ASSINAR o blog! Saiba também como ANUNCIAR no blog e como CONTRIBUIR conosco! E, sempre que quiser, ENTRE EM CONTATO 😉
Descubra mais sobre blog da kikacastro
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




