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Um retorno a São Paulo, quase 10 anos desde que me despedi da Terra Cinza

 

Há exatamente uma semana, postei o vídeo acima no meu Instagram, seguido de um textão. Eu estava de volta a São Paulo, a trabalho, e um mix de sentimentos me invadiu naquele dia. Da nostalgia à gratidão. Do rancor a uma surpresa positiva.

Como este blog surgiu quando eu ainda vivia lá na Terra Cinza, e acompanhou todas as mil mudanças desde então, nada mais justo que eu compartilhar o mesmo textão por aqui. Divirtam-se! 😉

 

“São Paulo. Cidade que chamei de “casa” (chamei mais ou menos) por quatro anos e meio. Saí daqui há quase exatamente dez anos, em outubro de 2012, na época com muita vontade de ir embora. Depois disso só voltei uma vez a passeio, uma para a rescisão no sindicato e três a trabalho (a última, antes de agora, em 2017). Nessa década distante, já fui me esquecendo de suas ruas, do seu mapa, e também dos transtornos que vivi aqui (alguns deles). Mas a memória da gente, principalmente dos otimistas nível Poliana, como eu, é engraçada. As coisas boas ainda estão guardadinhas. O tanto de coisa que aprendi, não só no campo do jornalismo mas também no do “se vira que você já é adulta”. Os amigos que fiz, alguns presentes até hoje. Os lugares que eu gostava de frequentar, como minha pizzaria favorita onde celebrei muitos aniversários, o bar do aecim (apelido irônico), toda a Santa Cecília, o bar do Galo, a casa da Clarinha, o chopp gostoso que o Alexandre me apresentou, o Masp, os cinemas, o parque Buenos Aires, aquele samba que eu gostava de ir em Pinheiros e o blues de Moema, os vários shows bons etc. Bom, pra ser sincera, até essas memórias mais doces estão se apagando, porque ando cada dia mais desmemoriada (talvez devesse ver um médico?). Mas, nesta visita de agora, um bate-volta a trabalho, recebida por uma São Paulo de céu azul e com pouco trânsito (pelo menos no lugarzinho onde fiquei), a impressão que tive é que não, ainda não tenho vontade de voltar a morar aqui (me desculpem mas Beagá é bem melhor), mas tampouco guardo o desespero de ir embora de dez anos atrás. Hoje a Terra Cinza me recebeu azul. E, em vez do rancor, descubro que guardo muita gratidão. Obrigada, cidade-escola. Cidade que ensina e cidade que suga. Cidade onde gente de todo o Brasil vem só para trabalhar feito loucos, pra dar o melhor de si e te tornar esta potência toda. E acaba ficando, formando famílias, criando comunidades paralelas. Obrigada pelo que me proporcionou de bom e de ruim: de vida, afinal.”

 

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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