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A pandemia e as crianças

Luiz fala que quer ser cientista. Na foto, do ano passado, ele queimando a folha com a lupa e a luz do sol.

Há algumas semanas, a leitora Carolina sugeriu que eu abordasse o seguinte em um post aqui do blog:

“Como Luiz está vendo a quarentena e pandemia? Ele fica inquieto ou já entendeu que não pode sair de casa por causa do vírus? Infância é época de desbravar o mundo, não deve estar sendo fácil para as crianças“.

Respondi para ela, naquele comecinho de março:

“A pandemia tem com certeza deixado o Luiz bem mais estressado e inquieto. Ele entende a importância de ficar em casa e tem até lidado bem com a situação, mas sente muita falta da escola e de ver outras crianças. Outro dia me perguntou se a gente não poderia se mudar para um país sem pandemia… Acho que o que mais o salvou nesse período foram os dinossauros, sabia? A descoberta de um interesse completamente novo, que gera muitos aprendizados também. E eu estimulo, compro livros e desenho os dinos com ele e vemos Jurassic World… Enfim, foi uma escapatória que encontramos pra vencer o tédio dele em ficar tanto em casa. Neste mês a situação está bem melhor, com eu de férias! Ainda ficaremos em casa, mas pelo menos dá pra brincarmos bastante juntos. Duro vai ser quando terminar…”

Agora que as minhas férias estão terminando, já estou com um aperto no peito, uma angústia danada. Além de eu estar com zero vontade de voltar a pensar em pandemia 24 horas por dia, o fato é que o Luiz deu um salto visível de desenvolvimento neste mês junto comigo e, em breve, voltará a ficar quase o dia inteiro diante da televisão, sem aulas e sem ninguém para dedicar um tempo integral para ele.

Não vejo a hora de todos estarem vacinados para que as aulas possam voltar. Elas fazem uma falta danada, não só do ponto de vista do aprendizado, das regras, mas principalmente da socialização. De ver e conviver com outras crianças, brincar e conversar com elas, poder abraçá-las.

Mas não é só a escola. A vida inteira, desde março de 2020, está “pela metade”, né. Não só a dos adultos, mas também das crianças. Por mais que a gente faça atividades mil dentro de casa, uma vida só é completa quando você pode interagir com o mundo ao seu redor. Sair, ver a rua, frequentar outros espaços, viajar, crescer, conhecer as coisas novas.

O Luiz, antes da pandemia, além de frequentar a escola todos os dias, via os primos da idade dele também todos os dias, via os avós quase todos os dias, fazia aula de artes uma vez por semana, tinha feito aula de natação duas vezes por semana, ia à padaria, ao supermercado, ia muuuuuito ao teatro, ao cinema, a livrarias, restaurantes, festivais de rua, shows, casa dos amigos, recebia pessoas em casa. Não há como comparar, nem de longe, qualquer coisa que estejamos vivendo no último ano com tudo isso. E a tecnologia ajuda um pouquinho, mas é bem pouquinho mesmo perto do que a gente vive ao vivo em um lugar.

Não me entendam mal: é necessário, essencial, ficarmos isolados, ficarmos em casa, usarmos máscara etc, enquanto esta pandemia durar. Eu sei disso, você sabe disso. Mas que isso é só meia vida, é. Torçamos para podermos ter a vida inteira de volta em breve, apesar de o governo Bolsonaro estar boicotando esse avanço de todas as formas possíveis.

Então, respondendo à Carol, acho que as crianças estão sim sentindo muito a falta da vida que tinham antes da pandemia. Por outro lado, os pequenos são mais flexíveis e resilientes que os adultos. Eles se adaptam muito mais facilmente que a gente às situações mais adversas. Tenho certeza de que muitas crianças regrediram em seu desenvolvimento, terão que fazer terapias, passarão por dificuldades para retomar as aulas etc. Mas também tenho certeza de que, com o tempo, elas ficarão bem e se ajustarão de novo ao mundo “por inteiro”, quando ele for liberado pra gente, finalmente.

Coleção de bonecos de dinossauros do Luiz

Dito tudo isso, reforço uma coisa que eu falei pra Carol naquela primeira resposta: os dinossauros ajudaram muito ao despertar um novo interesse no Luiz, que ficou sedento por descobertas sobre esses animais pré-históricos.

Eu estimulo muito esse interesse dele e o amor que ele tem pelos livros em geral. E alguns desses livros ajudaram numa conquista muito importante que aconteceu em plena pandemia, mais precisamente no início deste ano: o Luiz aprendeu a ler e escrever.

No post de amanhã, vou compartilhar esses livros aqui no blog, para estimular outras mães e pais que tenham interesse em apostar no lúdico-didático durante a quarentena das crianças.

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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