Que tal fazer um álbum de fotografias para cada ano de vida do seu filho?

Nove mil quinhentos e noventa e quatro.

Essa foi a quantidade de fotos e vídeos – principalmente fotos – que fiz do (ou com) o Luiz desde que ele nasceu, há 2 anos e 5 meses.

Uma média de 11 cliques por dia.

Se Caetano perguntava, já em 1968, “quem lê tanta notícia?”, eu pergunto hoje: “Quem vê tanta foto assim?”

É irresistível e extremamente fácil sair registrando todas as caras e momentos fofíssimos dos nossos filhos, mas é muito difícil ter tempo para rever essa tonelada de imagens depois. E, mesmo se houver esse tempo, há sentido nisso? Às vezes eu penso que essa banalização da imagem só serviu pra uma coisa: desvalorizar a fotografia. A gente passa o dia inteiro deslizando o dedo na tela do celular, vendo fotos e mais fotos, e não conseguimos nem escolher uma única para eternizar num porta-retrato.

Eu posso estar ficando velha, mas me assusto com esses momentos de agilização do tempo e banalização das coisas, que vêm no mesmo pacote da ultratecnologia. Sinto saudades de sentar no sofá, pegar um álbum de fotografias, e ir passando as páginas calmamente, olhando os detalhes, lendo as observações escritas a caneta, dizendo quem é quem, onde foi tirada a foto e por quê.

Queria poder eternizar a infância do Luiz, e não afogá-la em mil cliques sem sentido. E foi com isso em mente que fiz um álbum de fotografias para ele, comprado ainda antes de nascer. Preenchi cada uma daquelas páginas com fotos selecionadas com cuidado, com legendas escritas embaixo a mão. Quando o primeiro álbum lotou, em dezembro de 2016, tive uma ideia: vou fazer um pequeno fotolivro todo ano, selecionando os melhores momentos daqueles 365 dias, daqueles milhares de cliques. Como o Luiz nasceu em dezembro, o registro do ano do calendário quase coincidirá com o registro do novo aninho de vida.

Descobri um site que permite montar um fotolivro de um jeito prático, selecionei todas as características que quis, escolhi as fotos, ordenei cada uma delas numa historinha cronológica, pus legendas, ajustei os tamanhos e formatos. O trabalho todo levou umas 3 horas e custou uns R$ 100, com o frete. O resultado ficou muito lindo, um pequeno álbum de capa dura, fino, protegido, eterno. Na lombada, escrito apenas “Luiz 2017”. Eternizei um ano inteiro. Em janeiro de 2019, pretendo fazer o mesmo com este ano, que agora corre tão rapidamente, como as palavrinhas que deslizam pela boca do Luiz.

Como este site que achei, há dezenas de outros. Recomendo essas três horas de trabalho. Pode ser que você só consiga fazer em maio, quatro meses depois do que queria, por extrema falta de tempo e disposição. Mas a emoção de pegar o álbum pronto e repassar as páginas, uma a uma, com tantas lembranças e personagens, esta valerá cada segundo.

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