‘Dunkirk’: um filme de guerra sem heróis específicos

Vale a pena assistir: DUNKIRK
Nota 8

Tenho preguiça de filmes de guerra.

Dito isso, logo de cara, passo a explicar a notona 8 que resolvi dar a Dunkirk, que foi indicado a oito estatuetas do Oscar: melhor filme do ano, melhor direção de Christopher Nolan (de filmes marcantes como Amnésia, Insônia, O Grande Truque, A Origem e Interestelar), melhor edição, edição de som, mixagem de som, música, fotografia e design de produção.

Acho que o filme merece todos esses prêmios mais técnicos, porque é realmente impecável. Aliás, filme de guerra sem boa qualidade de som não chega nem merecer menção. A fotografia é maravilhosa, especialmente nas cenas do combate aéreo. A edição, intercalando pelo menos três histórias principais, é muito boa, eficiente e dá agilidade ao filme sem gerar qualquer confusão com tantos personagens.

Chama a atenção que nenhum ator tenha sido indicado ao Oscar. E acho que faz sentido. Nenhum personagem realmente se destacou — e tenho a impressão de que isso foi proposital. O filme não é sobre um soldado X que fez uma coisa notável (como naquele filme de guerra, “Até o Último Homem“, do ano passado, ou como “O Jogo da Imitação“, de 2015). O filme é sobre um episódio da História que envolveu meio milhão de soldados. O filme não é sobre os discursos de Churchill e as engrenagens políticas ou estratégias de guerra, de uma cúpula, para salvar esses homens. Mas sobre como eles, em massa, tentaram sobreviver, totalmente acuados numa praia do Norte da França. De Dunkirk, dava para ver a Inglaterra — home, sweet home –, mas não dava para chegar até ela, com todos aqueles ataques em terra, no mar e no céu. Continuar lendo

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‘America First’ de Trump recebe grande apoio da Petrobras de Parente

Texto escrito por José de Souza Castro:

Finalmente, uma boa análise da atual política de preços da Petrobras que vem prejudicando o consumidor brasileiro e aprofundando a desnacionalização. Foi feita por Ricardo Maranhão em entrevista ao site Petronotícias e reproduzida aqui. Aos interessados, mais vale a leitura da entrevista tal como foi publicada. Mesmo assim, tento um resumo como tenho feito em outros casos.

Conforme Maranhão, Conselheiro da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), o Plano de Negócios e Gestão (PNG 2018-2022) da Petrobras “tem viés colonialista, pois que as políticas de conteúdo nacional e o uso estratégico do petróleo para o desenvolvimento do país foram praticamente esquecidos”.

O reajuste quase diário do preço do combustível, além de prejudicar o consumidor, resulta em perda absurda de divisas, pois a Petrobras, vem comprando gasolina e diesel no exterior e deixando ocioso o parque de refino da própria empresa, que vem perdendo mercado. “É uma incongruência, uma insensatez e uma incoerência. Tudo isso para manter uma política equivocada e entreguista”, diz Maranhão.

Mesmo tendo em caixa entre 25 bilhões e 30 bilhões de dólares, que lhe dariam capacidade de fazer frente às dívidas de forma antecipada, a Petrobras, sob a direção de Pedro Parente, sobre quem tenho escrito neste blog, embarcou num programa de desinvestimento e de desnacionalização do setor petrolífero.

Ao elevar os preços, equiparando-os aos preços internacionais, a Petrobras desiste de ter uma energia mais barata para aumentar a competitividade da economia brasileira. A paridade com o mercado internacional está abrindo a possibilidade para que importadores e refinadores estrangeiros vendam gasolina e diesel no Brasil. “E quando traz esse produto do exterior, a Petrobrás não refina, porque não consegue revender”, acrescenta Maranhão. Continuar lendo