‘Manchester À Beira-Mar’: talvez o melhor roteiro do Oscar 2017

Para ver no cinema: MANCHESTER À BEIRA-MAR (Manchester by the Sea)
Nota 10

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O que achei mais legal neste filme é a forma como a narrativa vai se construindo delicadamente, um tijolinho sendo colocado sobre o outro, e não tudo jogado de uma vez em cima de nós, logo nos primeiros minutos. Nem mesmo o trailer estraga essa construção do personagem intrigante que é Lee Chandler, interpretado brilhantemente por Casey Affleck. No começo do filme, percebemos de cara que ele é caladão, sério, talvez um pouco perturbado. Aos poucos, nos damos conta de que algo grave aconteceu a ele. O que terá sido? E esse suspense é segurado (ou revelado a conta-gotas) até quase metade do filme.

Para mim, este é provavelmente o melhor roteiro dentre os indicados ao Oscar 2017. Um roteiro poderoso e dramático, mas, ao mesmo tempo, simples. Diante de nós, corre a vida, com suas minúcias, com as burocracias, com as dores, os momentos de raiva, de egoísmo, de cumplicidade.

A sinopse, que não estraga o suspense, é a seguinte: Lee Chandler volta a sua terra natal, Manchester, quando o irmão morre. Ele é designado para tomar conta do sobrinho adolescente. Mas tem que lidar com sua história de vida, seu passado, que exercem um peso enorme sobre suas costas. Ele vai aguentar carregar esse peso a mais?

Em meio a esse clima de luto e funeral, a rotina de um adolescente comum, com suas namoradas, banda de rock e time de hóquei, continua. É a vida que segue. E é nesse contexto que o relacionamento entre tio e sobrinho vai se estreitando.

Mas, além dessa sinopse, tem muito mais. E é aquilo que a narrativa do filme vai te revelar por baixo de cortinas, uma depois da outra. O roteiro excepcional foi ajudado pelas interpretações de Casey Affleck, do jovem Lucas Hedges e de Michelle Williams, que é sempre ótima e já tinha sido indicada a outros três Oscars, por “Sete Dias com Marilyn”, “Namorados para Sempre” e “O Segredo de Brokeback Mountain”. Os três concorrem ao Oscar deste ano por suas atuações (é o filme com mais indicados por esta mesma categoria, neste ano). “Manchester” também disputa as outras duas estatuetas mais importantes: melhor direção (Kenneth Lonergan) e melhor filme do ano.

Vai ser difícil escolher para quem torcer nesta edição!

Assista ao trailer do filme:

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