
O cartum de hoje do Doug Savage (um dos melhores cartunistas da atualidade, na minha opinião) está sensacional. Por que as pessoas acham que é preciso ser mal-humoradas umas com as outras? Pra se imporem?! Por que temos que lidar com tanta gente ranzinza, no trânsito, no trabalho, no caixa do supermercado…?
Como alguém pode achar normal, por exemplo, deixar de responder a um cumprimento de “bom dia” ou “boa tarde”? E quando quem faz o cumprimento é um colega de trabalho, com quem você cruza pelo menos uma vez por dia? Pra mim, é inconcebível. Pra muita gente, não é.
Eu tenho o hábito de cumprimentar todos os dias os porteiros e vigilantes do meu trabalho, depois os motoristas que ficam estacionados no caminho até a Redação, e depois dou um “boas tardes” geral para meus colegas. Outro dia, uma segurança nova viu e ouviu meu cumprimento e ficou muda. Eu estava irritada no dia, justamente por causa da falta de simpatia das pessoas (tinha acabado de esperar por uma vaga para estacionar e um espertalhão passou na frente, mesmo me vendo com seta ligada e tudo), e insisti: “Oi, tá me vendo? Eu disse boa tarde!, eeeeê!”, com aceninhos e tudo o mais. Aí ela respondeu. Depois fiquei pensando, até o caminho de bater o cartão: acho que eu que não estou nada amigável hoje :D
Mas é como já disse aqui outras vezes: o mal-humor é contagioso. De tanto vermos pessoas ranzinzas, nos dando patadas ou nos sacaneando, acabamos reproduzido depois. A sorte é que o bom-humor também contagia. Por isso, sempre me esforço para sorrir, ser educada e não pisar na bola ou na bota alheia, para estimular que os outros façam o mesmo. Faço disso meu default, minha configuração padrão.
E você? Qual é a sua configuração padrão? A azeda ou a alegre? Já parou pra pensar nisso? ;)
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