La La Land: um brinde aos que sonham!

Para ver no cinema: LA LA LAND: CANTANDO ESTAÇÕES
Nota 10

lalaland

“As pessoas amam o que as outras pessoas fazem com paixão.”

Esta frase, que aparece em um dos vários ótimos diálogos de “La La Land” me leva a crer que Damien Chazelle e seu precioso elenco e assistentes colocaram toda a paixão que tinham neste filme maravilhoso. Saí da sala do cinema sem fôlego.

“La La Land” é uma overdose de emoções em 128 minutos. Sorri, ri, chorei, fiquei arrepiada, pensei, segui os compassos das canções, praticamente dancei na poltrona, completamente esquecida de quaisquer outras pessoas sentadas ao redor. Tive uma verdadeira experiência cinematográfica, como há muito tempo não vivia.

Escrevo este texto logo depois de ver o filme, ainda em uma espécie de estupor. E ainda sem saber a quais categorias do Oscar ele será indicado, mas torcendo para que sejam todas, todas as principais, porque é o que este filme merece. Merecem Ryan Gosling e Emma Stone por suas atuações talentosas (com direito a sapatear, bailar, cantar), merece o diretor de fotografia Linus Sandgren (o mesmo de “Trapaça” e “Joy”), merece Justin Hurwitz pela linda trilha sonora e merece Damien Chazelle por este roteiro leve e maravilhoso, que ao mesmo tempo nos faz pensar tanto sobre as escolhas que tomamos e sobre as infinitas possibilidades que cabem em uma só vida.

(Parêntesis para destacar que “La La Land” bateu recorde no Globo de Ouro, levando sete prêmios. Nesta terça-feira conheceremos os indicados do Oscar 2017, finalmente! Atualização em 24/1: o filme foi indicado a 14 categorias do Oscar, u-hu!!)

Trata-se também de um filme para os amantes do cinema, um filme que presta uma homenagem a Hollywood, fazendo referências mil a clássicos como Casablanca, Cantando na Chuva, Cinderela em Paris, Os Guarda-Chuvas do Amor, Sinfonia de Paris, Meia-Noite em Paris, e tantos outros. Daí que, apesar de se passar nos dias de hoje, o longa guarde um clima de nostalgia, até pelo gênero escolhido, o bom e velho musical.

Por falar nisso, não posso deixar de destacar que boa parte da exuberância de “La La Land” se deve à sua trilha deliciosa, cheia de jazz. É um daqueles filmes a que podemos assistir de olhos fechados. O figurino é lindo, a paisagem do filme é sempre vibrante, ensolarada, colorida, é como se sempre fosse verão em Los Angeles (o que, dizem, não deixa de ser verdade). Mas é a música que dá o tom principal. A música iletrada do jazz e as belas canções de palavras doces, como nesta interpretada por Emma Stone:

“Here’s to the ones who dream / Foolish as they may seem. / Here’s to the hearts that ache. / Here’s to the mess we make.”

Um brinde, portanto, a todos esses que sonham e que bagunçam — e transformam — nossas vidas para sempre!

Ouça a trilha sonora do filme:

 

Assista ao trailer do filme:

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4 comentários sobre “La La Land: um brinde aos que sonham!

  1. Esse filme é mágico, mágico, mesmo!
    Também saí do cinema leve como uma pluma.
    Há muito tempo não via um filme de que gostasse tanto.
    Só não deu para esquecer das pessoas ao redor porque a mulher ao meu lado ficava olhando o smartphone o tempo inteiro. Não falava, mas aquela luzona do telefone enchia o saco. Tentei abstrair, mas na quinta vez que ela fez isso virei e disse “moça, desliga o celular”. E ela: “Nossa, mas eu não estou atendendo ligações! Tenho dois filhos pequenos em casa!!!!”
    Te contar, viu…
    Aposto que você não ficou olhando seu celular por causa do Luiz.
    Se a pessoa não consegue abstrair de whatsapp etc pelas míseras duas horas de um filme, o melhor é não ir ao cinema…

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    • Realmente, é um saco gente olhando celular durante o filme! Eu pus o meu no silencioso e deixei na bolsa. Esqueci até que estava num cinema, de tanto que viajei neste filme maravilhoso, vê se eu ia lembrar de celular! Nem cogitei olhar as horas ou nada do gênero. Só abstraí e me maravilhei 😀 ❤

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  2. Esse filme é uma obra-prima haha passou-se meses e eu ainda estou aqui flutuando com tanta sensibilidade (e lendo resenhas criticas vez ou outra) hahah, ainda não superei, esse é o fato. E olha que não vi no cinema, hein! Enfim, parabéns pelo post. ❤

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