Lenda eleitoral no interior de Minas

Foto: Wikimedia Commons

Câmara Municipal de Bom Despacho. Foto: Wikimedia Commons

Texto escrito por José de Souza Castro:

Confesso: nestas eleições, quase fiz parte dos mais de 40% dos eleitores de Belo Horizonte que não votaram em ninguém, ou porque se ausentaram ou porque preferiram anular o voto ou votar em branco. Na última hora, resolvi votar, sabendo que para o segundo turno seriam eleitos, não com o meu voto, os candidatos João Leite, do PSDB, e Alexandre Kalil, do PHS.

Depois li que boa parte dos 144 milhões de eleitores não se animou a sair de casa no domingo para votar. Coitados dos quase 500 mil candidatos espalhados pelos municípios brasileiros… Analisando o fenômeno, o professor Wanderley Guilherme dos Santos concluiu: “Ninguém, rigorosamente ninguém, tem a confiança sólida de eleitor”.

Pensei: se eu residisse em Bom Despacho, como moraram meus avós maternos e ainda moram inúmeros tios, primos, sobrinhos, cunhados e uma irmã – a outra, que criou sua família ali, já morreu –, não teria dúvida: eu votaria em Fernando Cabral, e não só por ser meu primo. É um dos 12 filhos do tio Totonho, o contador de histórias. Continuar lendo

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