10 coisas que tornam a amamentação muito mais fácil

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS / Fotos Públicas

Foto: Marcos Santos/ USP IMAGENS

Quando o Luiz tinha apenas um mês e meio — ou seja, há quase 5 meses atrás –, escrevi aqui no blog um desabafo: estava achando esse negócio de amamentar um pé no saco. Estava me sentindo presa, porque cada mamada durava de 20 a 30 minutos e acontecia a cada 3 horas. Estava nervosa, porque às vezes a mamada era intranquila, com choros inexplicáveis. Estava irritada com o tanto de leite, com os vazamentos, com a falta de jeito para contê-los. E, acima de tudo, estava sentindo uma dor insuportável, insuportável mesmo, que não era externa (rachaduras, fissuras, essas coisas que muitas mães têm), mas interna, parecendo uma queimação ou um eletrochoque dentro do peito. Pra piorar, estava angustiada porque, tirando minhas irmãs, eu não conhecia ninguém mais com dor parecida, nem conseguia achar nenhuma informação na internet sobre o sofrimento e como amenizá-lo. As outras mães pareciam incrédulas e eu me sentia um extraterrestre.

Mas o tempo passou.

Eu e Luiz, Luiz e euLuiz completou seis meses na semana passada, o que significa que estou há mais de seis meses aprendendo e aprimorando esta arte/ciência de amamentar. Afinal, foram em média sete mamadas por dia, o que significa que já amamentei cerca de 1.300 vezes! Hoje, nenhum dos problemas acima acontece mais: não me sinto presa, não me sinto irritada, não me sinto dolorida e nem angustiada. Meu bebê está cresceeeeendo, gordinho, fortinho, e nunca teve nem um resfriado nesse meio aninho de vida. Não atribuo isso apenas à amamentação — não acho que ela seja miraculosa, como algumas pessoas pregam. Mas acredito, sim, que esse contato com meus anticorpos pode ter ajudado a fortalecer o Luiz no momento em que ele estava mais frágil, logo que nasceu. Por isso, acho que valeu a pena ter insistido.

Mas, alto lá! Estão erradas aquelas mães que, sofrendo de dor/raiva/angústia/etc resolvem jogar a toalha e partir pra fórmula? Eu não acho que estejam. Penso que cada mulher conhece seu próprio limite e que a amamentação não pode ser sinônimo de dor ou escravidão, inclusive porque nem deve fazer bem para um bebê ver a mãe chorando a cada embocadura. Acho que as pessoas devem apontar menos o dedo para as outras e entender que, no fim das contas, cada uma sabe onde o calo aperta. E, se o seu calo não apertou o suficiente, que sorte a sua!

Mas se você está no comecinho desse percurso e ainda não quer desistir, este post tem a intenção de trazer uma lufada de alívio para suas tão pesadas costas, cara mamãe-de-primeira-viagem. Sei por experiência própria que é muito fácil achar informações sobre os problemas da amamentação na internet, mas pouco se fala sobre quando eles acabam! Por isso, quero dividir com você as coisas que foram facilitando, pouco a pouco, esse processo da amamentação. E que tornam tudo até muito prazeroso a esta altura, passados seis meses. Espero que o incentivo ajude pelo menos a te dar um pouquinho mais de força na hora que o desânimo bater:

1. O bebê aprende a pegar direito.

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