Buraco negro do ano

Buraco-Negro1

Levei um susto quando olhei para o calendário no canto inferior direito da tela do computador.

29 de outubro! Quê?!

Mais dois dias, e já estaremos em novembro. Com um pulo, e todas aquelas festas de fim de ano, da firma, dos primos, amigo-oculto de amigos, o Natal de verdade, e acabou-se 2013!

Já reparei que, todo ano, acontece a mesma coisa: é só pisar em outubro, e o calendário cai numa espécie de buraco-negro, o ano é sugado velozmente, zuuuuuuupt!, e acaba.

Para quem trabalha em jornal impresso o tempo já não regula muito bem. Como a gente sempre está com um pezinho no dia seguinte, se referindo a hoje como “ontem”, é inevitável que nosso cérebro apresse o andamento do ano e do tempo, como um horário de verão em que se adianta 24 horas, em vez de uma — e indefinidamente.

O fato é que hoje me peguei comprando os presentes de Natal de toda a família!

Não demora muito e já chegou meu aniversário, em março. Mas, pelo menos, de março a setembro, o tempo corre mais devagar. É como se o outono e o inverno carregassem uma mágica que faz as horas correrem mais devagar. Teria a ver com a duração da noite? Se for assim, me pergunto se meus queridos que moram no hemisfério norte, lá no Canadá e outros países de longos invernos, sentem o buraco-negro do ano acontecendo só no verão deles, lá pro meio do ano. Será?

(Pelo menos minha época favorita do ano, o Natal, deve durar um bocado para eles.)

Esses assuntos de tempo sempre me instigaram. Me fazem viajar por horas a fio. Opa, “horas” não dá mais, porque a vida tá caminhando depressa demais, estou em pleno buraco-negro, e nossa sociedade não valoriza mais o tal do ócio criativo.

Bora almoçar, trabalhar e dormir, porque logo tenho que montar a árvore e colocar os presentes embaixo dela e me preparar para o Carnaval! 😀

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