Amarildo e os desaparecidos da democracia

Ilustração: Beto Trajano

Ilustração: Beto Trajano

Ontem foi divulgado um documentário de 22 minutos sobre o desaparecimento de Amarildo de Souza, desde 14 de julho. Não é o primeiro documentário que é feito a respeito (este, por exemplo, foi divulgado em 29 de agosto).

Pessoalmente, não gostei de alguns trechos do vídeo. Mas vale só pela frase abaixo, saída da boca de Marcelo Freixo, logo no começo:

“O número de desaparecidos nos tempos de democracia é muito maior do que de desaparecidos na época da ditadura, e a gente não se dá conta. Porque, lamentavelmente, dignidade tem CEP numa cidade como o Rio de Janeiro, e, como esses desaparecidos são fundamentalmente pessoas pretas, pobres, moradoras de favela e de periferia, isso acaba ficando invisível, isso não entra nos noticiários, isso não entra na nossa preocupação. É como se não fosse um de nós.”

Quem quiser assistir, clique AQUI.

***

ATUALIZAÇÃO: Só agora vi que André Caramante trouxe um vídeo bastante impactante, mostrando policiais espancando dois jovens de 17 anos na delegacia de São Paulo. Vejam AQUI. (Lembram do “Estrebucha“? Também foi reportagem de Caramante.)

Anúncios