O que nossos deputados estaduais fazem quando não têm o que fazer

Postei sobre isso ontem em meu Facebook e acho por bem compartilhar também aqui:

A Assembleia de Minas convoca uma reunião extraordinária apenas para prestar homenagens ao sargento da PM que foi indiciado pelo homicídio de um morador do Aglomerado da Serra, há poucos dias atrás: veja AQUI.

Dizem que o morador morto tinha envolvimento com o tráfico, mas também dizem que não houve troca de tiros, e, sim, execução. Tudo no diz-que-diz, porque, afinal, está em investigação.

E o sargento foi preso em flagrante e depois indiciado por conta dessa suposta execução de um suposto criminoso. E nossos deputados condecoram este cidadão.

É difícil entender a lógica das coisas. Mesmo que Helenílson fosse um criminoso, não existe pena de morte em vigor no Brasil. Portanto, a atitude do sargento Victor é condenável, ou, pelo menos, carece de ampla investigação.

Homenagear alguém sob investigação por um homicídio é, no mínimo, um desrespeito com a família do morto e com os moradores do Aglomerado da Serra. (E, como acrescentou uma amiga do Facebook, desrespeito também com o contribuinte em Minas, já que as sessões extraordinárias são remuneradas.)

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