Por que aqui é Terra Cinza

Acordei hoje, no meio de um sonho bizarro que ficou sem fim, com aquele despertador cuja música já não aguento mais ouvir — e estava tudo escuro. Uai, horário de verão? Nada, já estamos em abril, lembrei. E já eram 7h10. Fui à janela da sala, onde bate mais luz. Eca, a mesma coisa. Aquela camada de cinza (sim, como se a cor fosse algo sólido) intransponível no céu de São Paulo, que não deixa ver nem contorno de nuvem nem raio de sol nem gota de chuva nem qualquer nuance que nos faça perceber um infinito ao redor. É como se houvesse um cenário de “O Show de Truman”, e não um cosmo. Se puser uma escadaria bem alta, ou subir num balão, toc-toc-toc com a mão na estrutura de concreto.

Bom, para não acharem que estou mentindo, ou que é meu exagero de sempre, seguem as fotos que eu fiz:

Hoje, às 7h15 DA MANHÃ! Fotos: CMC.

Depois me perguntam por que apelidei a Terra Cinza assim. Preciso responder? 😛

Nos primeiros meses aqui, quando eu ainda me sentia perdida, solitária e, muitas vezes, melancólica, esse tempo típico surreal quase me deprimiu.

O que posso dizer aos demais forasteiros desacostumados a céus tão opressivos é: acalmem-se, esse céu também passa! E também pode produzir, após uma noite de céu LARANJA (juro que existe), coisas assim:

Então, sejamos otimistas! Até a Terra Cinza tem salvação. E, depois de um dia cinza, sempre pode vir outro surpreendente (ou um mais cinza ainda, que traz junto a vantagem de reforçar nossa piada ;)).

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