Ria, chore, roa as unhas de tensão, sorria com a história de amor

Para ver no cinema: A DANÇARINA E O LADRÃO (El baile de la Victoria)

Nota 9

Toda vez que vi filme com o Ricardo Darín (“Nove Rainhas”, “O Segredo dos Seus Olhos”, “Um Conto Chinês“), fui para o cinema sem saber de nada, nem da sinopse, nem do gênero. E sempre voltei pra casa encantada com a riqueza do roteiro e das atuações.

Desta vez foi idêntico. Fui ao cinema alegre apenas por ver um filme com esse ator de boas escolhas. E saí de lá depois de duas horas assistindo a uma linda história de amor inocente, triste história de trauma, depois de rir um bocado, de roer as unhas em partes de suspense e tensão e até de chorar. Tudo isso no mesmo filme.

Ele conta a história de dois ladrões que planejam um golpe, de um assassino ao encalço de um deles, de uma garota que perdeu a capacidade de falar, mas que se expressa belissimamente dançando, do contraste neste mundo em que cisnes e ratos são tratados de forma diferente a todo momento, inclusive no julgamento que o filho faz do pai.

Darín faz aquele personagem casmurro que ele costuma fazer e que, mais uma vez (como em “Um Conto Chinês”), atrai para si um jovem entusiasmado e sempre sorridente, que esfrega as mãos a todo momento, ilustrando o otimismo nato. O excelente Abel Ayala, que até então parece ter feito apenas filmes menores.

E há também Victoria, que dá nome ao título original do filme,  porque ajuda a unir ainda mais esses dois. Quem faz o papel é a estreante Miranda Bodenhofer, que tem a difícil tarefa de ficar calada o filme inteiro, mas transmitir tudo pelos olhões grandes.

Não vou contar mais, porque o bom é ir ao cinema como eu fui, despreparada, e sair de lá alegre pelas duas horas em contato com essas três figuras e com todas as aventuras que elas vivem.


Descubra mais sobre blog da kikacastro

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Avatar de Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

Deixe um comentário

Descubra mais sobre blog da kikacastro

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo