De caos e enchentes

Quando começaram os primeiros trovões, ontem à noite, eu já estava sã e salva em casa. A chuva caiu de repente, por volta das 22h, e só me bastou fechar as duas janelas que estão sempre abertas (a terceira eu só deixo fechada), e continuar digitando aqui nesta mesma cadeira. Mesmo assim, foi possível perceber… Continuar lendo De caos e enchentes

Avalie isto:

Silêncio

De repente, fez-se silêncio Por mais barulho – de carros e gritos – no mundo, reinava o silêncio. Com aquele barulho incômodo de silêncios, Típico, Um zumbido patológico, Uma tensão. Uma carga elétrica audível do silêncio.   O mundo inteiro estranhou: toca-se o silêncio. Era palpável, cheirável, sentido. Tinha uma coloração prateada.   Para contorná-lo,… Continuar lendo Silêncio

Avalie isto:

Mudar não é o problema, Saramago

Mas calar, concordo com ele, sempre é: “Por um ano melhor O que cada um de nós deve fazer em primeiro lugar, pois não temos outro remédio, é respeitar as nossas próprias convicções, não calar, seja onde for, seja como for, conscientes de que isso não muda nada, mas que ao fazê-lo, pelo menos tenho… Continuar lendo Mudar não é o problema, Saramago

Avalie isto:

Mãe

Já que minha mãe foi uma das personagens do post que escrevi ontem, o que me obrigou mais tarde a descrevê-la melhor em um comentário gigante no mesmo post, pensei em hoje trazer para cá um poema que escrevi em 2007, em que consegui juntar algumas das características que minha mãe possui. Foi a forma… Continuar lendo Mãe

Avalie isto:

Choro

O céu de São Paulo derrete. Cai todo sobre nossas cabeças Qual lágrimas dos olhos dos pobres, que perdem tudo. Qual cera das velas dos crentes, que rezam mortos das enchentes. O céu derretido ocupa as ruas Carrega os carros Calibra os rios Desaba as casas Enfada os ricos com as notícias repetidas as estatísticas,… Continuar lendo Choro

Avalie isto: