Como todo mundo que acompanha este blog há algum tempo já sabe, adoro livros policiais. Adooooro. E sempre me surpreendo com o tanto de autores ótimos que existem nesse gênero.
Por exemplo, a médica Freida McFadden. Leio na orelha do livro que ela é “best-seller internacional e primeiro lugar nas listas do New York Times, do USA Today, do Publishers Weekly e do Sunday Times“. Além disso, já venceu prêmios importantes e teve sua obra traduzida para mais de 40 idiomas.
Mas eu nunca tinha ouvido falar nela. Claro, o problema é comigo, não com ela. E felizmente sempre é tempo de remediar nossa ignorância, percorrendo as estantes de uma biblioteca ou livraria e descobrindo novos autores. Vi este “A Contadora” na prateleira mais nobre da melhor biblioteca de BH, aquela onde os bibliotecários colocam suas recomendações, e não hesitei em pegar para ler 😀
O resultado é que adorei ter sido apresentada a Freida McFadden. Achei sua narrativa fluida, o suspense muito bom, e as explicações do mistério convincentes, sem pontas soltas. Gostei também da estratégia de mesclar as narrativas em primeira pessoa entre as duas protagonistas do livro. Devorei tudo em poucos dias e já reservei outros livros da mesma autora para pegar emprestado na mesma biblioteca.
Um pequeno resumo para quem quiser saber mais sobre esta obra em particular: temos aqui duas colegas de trabalho, que reproduzem muito bem o estereótipo dos filmes americanos que se passam em escolas, com uma loira popular, querida por todos, e uma nerd que todos acham “esquisitona”, mas que provavelmente só tem algum tipo de transtorno que dificulta suas interações sociais. (Ela me lembrou bastante o Sheldon, de “The Big Bang Theory”.)
A diferença é que o livro não se passa em uma escola, mas em um escritório de uma grande empresa. Essas duas trabalham em cubículos que ficam um ao lado do outro. A loira é vendedora, a outra é a contadora.
Embora o cenário seja o meio corporativo, teoricamente frequentado por pessoas maduras, o livro discute a existência (ou persistência) de bullying entre adultos. E o isolamento provocado por esse bullying dentro das empresas, assim como acontece, entre as crianças, nas escolas. A “esquisitona” da história sofre com esse bullying persistente, como vamos aprendendo ao longo do livro. Mas, antes disso, bem no início de tudo, ela desaparece misteriosamente.
E assim vai se desenrolando a trama, com aquele vaivém temporal que já se tornou típico das histórias de suspense, intercalando capítulos no tempo presente a capítulos no passado, quando a contadora ainda estava viva e presente em seu cubículo. Os personagens que giram em torno dela são poucos e ficamos intrigados, na maior parte do tempo, sobre quem seria o culpado ou culpada pelo seu desaparecimento.
Mais do que isso, não vou contar. Afinal, a graça dos livros de mistério é não sabermos NADA sobre eles antes de começar a leitura 😉
“A Contadora”
Freida McFadden
ed. Record
335 páginas
R$ 40,27 na Amazon (preço consultado na data do post; sujeito a alterações)
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