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‘A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas’: uma homenagem às famílias reais e imperfeitas

Vale a pena ver na Netflix: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (The Mitchells vs. the Machines)
Nota 9

Este é mais um filme de comédia sobre adolescentes diferentões, que têm dificuldade de se relacionar com os pais e que estão loucos para sair de casa e ir viver a vida na faculdade nova, conhecer novos amigos e…

Não, este é, na verdade, mais um filme dramático de estrada (road movie), em que os personagens repensam suas vidas inteiras, se redescobrem e aprendem coisas novas durante a viagem e…

Não, não, na verdade este é mais um filme de ficção científica com robôs que perdem o controle (ou ganham controle total), ficam malvadões e decidem dominar os humanos e destruir o planeta como conhecemos hoje.

Bom, na verdade é um filme sobre estas três coisas. E parecem todas bem clichês, não é mesmo? Mas, se você junta todas elas no mesmo caldeirão, coloca drama e comédia na pitada certa, cria diálogos legais, personagens cativantes e faz tudo numa animação bonita (e ao mesmo tempo diferente) de se ver, você chega a este filme de nome difícil de lembrar, que é “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas”.

Eu literalmente morri de rir em várias cenas (ao lado do meu filho Luiz, de 5 anos, que não entendeu todas elas, mas também riu a valer), e também chorei de escorrer lágrimas em algumas partes. Ah sim, claro: também roí as unhas e apertei o Luiz num abraço forte toda vez que dava um medinho de que o plano não ia dar certo e tudo iria por água abaixo!

Quantos filmes fazem isso tudo com a gente?

Esta animação sensacional é uma verdadeira homenagem às famílias “normais” ou “reais”. Porque as normais não são as famílias de propaganda de margarina, ou, pra ser mais atual, não são as famílias de fotos perfeitas no Instagram. As normais mesmo são as famílias cheias de esquisitices, cheias de imperfeições, cheias de brigas e tretas, mas com a capacidade de todos se amarem e se apoiarem nas horas mais difíceis (inclusive na hora do fim do mundo durante uma guerra com robôs. Mas também na hora que a filha cresce e vai buscar viver uma jornada nova na vida, sozinha).

E, por ser esta homenagem, é um filme que diverte, mas também que inspira e emociona. Que faz rir, mas também ensina e faz pensar.

Que todos tenham a capacidade de guardar as pequenas renas de madeira do passado, e também de enfrentar o medo do desconhecido que só os mais jovens conseguem nos apresentar sempre. Que velhos e novos, pais e filhos, possam sempre estar abertos às trocas de conhecimentos e de experiências. E que mais e mais famílias possam viver suas esquisitices de forma autêntica e feliz!

P.S. E menos telas, pessoal! Desconectem-se…

Assista ao trailer oficial do filme:

Leia também:

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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