‘O Destino de uma Nação’: o melhor ator do Oscar 2018

Vale a pena assistir: O DESTINO DE UMA NAÇÃO (Darkest Hour)
Nota 7

Não tem pra ninguém. Gary Oldman já faturou o Oscar de melhor ator principal. Assim como já levou também Globo de Ouro, Bafta, o prêmio do sindicato dos atores e tantos outros.

Já assisti às interpretações impressionantes dos jovens Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome) e Daniel Kaluuya (Corra!) e não terei tempo de ver os filmes com Daniel Day-Lewis e Denzel Washington, mas sei o quanto os dois são feras. Ainda assim, Gary Oldman reencarnou Winston Churchill de um jeito que até quem nunca viu o velho primeiro-ministro discursar ao vivo, como é o meu caso, é capaz de afiançar que está diante dele, de volta no tempo.

Diz que Gary Oldman passou um ano inteiro estudando Churchill para capturar todos os seus maneirismos para o papel. Uma coisa, de cara, ele já conseguiu: parecer bem mais velho do que é, embora a diferença de idade entre Oldman, quase 60, e Churchill logo ao assumir o cargo de premiê, aos 66, não seja tão significativa assim. Seja como for, o ator se transformou em outra pessoa – muito com a ajuda do talentoso trabalho da maquiagem (que já levou vários prêmios e também concorre ao Oscar).

Dito isso, será que Darkest Hour também tem chances de levar os outros quatro prêmios aos quais concorre no Oscar? Eu apostaria que ainda leva design de produção e figurino, mas não acho que fique com a melhor fotografia e muito menos o melhor filme. Na verdade, acho que eu nem teria gostado tanto desse filme não fosse o fato de eu ter visto Dunkirk pouco antes: os dois roteiros praticamente se complementam. Neste, temos Churchill acuado politicamente, assumindo um cargo num momento em que a Inglaterra está prestes a se render a Hitler, com a Europa toda dominada pelos alemães, e tendo que lidar com a perspectiva pavorosa de perder 300 mil homens do Exército britânico que estão presos na cidade de Dunkirk, no Norte da França. No outro filme, temos a perspectiva desses soldados, tentando desesperadamente sobreviver, e do grupo de civis que vai até lá resgatá-los. O ponto de encontro entre os dois é a chamada “operação dínamo”: a iniciativa ousada, mas extremamente contestável, de Churchill de pedir que os donos de barcos civis fossem participar do resgate que as Forças Armadas já não conseguiam executar.

Em termos de História, é legal demais ver esses filmes. A gente estuda sobre Churchill na escola, mas nunca o vê com tamanha profundidade como num filme como este. Acho que o filme teve bons diálogos e as pescadas que eu dei ao assistir foram muito mais pelo meu cansaço do que por culpa do roteiro de Anthony McCarten, que já tinha escrito o ótimo filme A Teoria de Tudo, com roteiro também indicado ao Oscar naquele ano. Mas ainda fico me perguntando se eu teria gostado desse filme se não tivesse visto Dunkirk antes dele. É uma resposta que jamais terei…

Assista ao trailer do filme:

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