O futuro não existe

O amigo Jorge Soufen, além de excelente jornalista (ele é editor-assistente no jornal “Agora São Paulo”, do Grupo Folha), é um ótimo escritor. Espirituoso, sério, irônico, crítico, analítico, hilário — um pouco de tudo. Ele não tem blog (deveria!), mas de vez em quando deixa um textinho público em sua página de Faceboook. Ontem, dia em que todos compartilharam imagens sobre o filme “De Volta Para o Futuro”, ele também escreveu a respeito. Com sua autorização, compartilho aqui no blog:

devoltaparaofuturo

“Hoje, às 16h29, é o momento exato em que o personagem Marty McFly chega ao futuro no segundo filme da trilogia “De Volta para o Futuro”, de Steven Spielberg, direção de Robert Zemeckis.

Com raras exceções, filmes ou qualquer outra ficção que abordam o futuro fazem previsões desastrosas. Um skate voador. Uma roupa que seca sozinha. Um tênis que fecha sozinho. Casas protegidas pela impressão digital. Um micro-ondas que aumenta os alimentos… E para mim, o mais absurdo: previsão do tempo com margem de erro de segundos…

Os exemplos são inúmeros. Todas previsões fracassadas. E assim segue em filmes também clássicos como “Star Trek”, “O Vingador do Futuro”, “Blade Runner” e até “Minority Report”, no qual autores reuniram estudos científicos reais sobre como será o futuro.

Fica claro que é inerente ao ser humano tentar prever como será sua vida. Daqui a minutos (Terei tempo para almoçar hoje? Vou conseguir ver um filme com minha mulher? Será que meu pai vai me ligar?) ou daqui a anos (Viverei mais tempo? Serei mais feliz? Terei mais conforto? O mundo será melhor? Serei rico?).

Isso é bom? Acredito que sim. Biologicamente, é algo que só nós, humanos, temos: olhar para frente, planejar, se preparar para o que vem lá na frente.

Mas… Por que essa ânsia de saber o que está por vir, se nem conseguimos administrar o que ocorre agora, neste momento? É inacreditável o quanto perdemos tempo AGORA lamentando o ANTES e esperando o DEPOIS.

É inacreditável o quanto sofremos tentando imaginar todas as possibilidades sobre o que vai acontecer e, quando o momento chega, tudo é diferente. E, mesmo sabendo disso, o quanto repetimos e repetimos esse processo mental, sem parar, por toda a vida.

Faça o que tem que fazer JÁ. Beije seu filho. Fale que ama quem merece. Resolva o que é importante, apenas. Reserve tempo para o que é realmente necessário. Foda-se que tudo isso é clichê. Faça.

Porque nem eu, nem você, nem ninguém, neste universo, terá a chance, como McFly teve, de viajar para o passado ou para o futuro para corrigir seus erros.”

Aproveito para indicar outros três textos recentes que ele escreveu em sua página no Facebook e deixou em modo público: “O Caso do Bar dos Escritores“, “Desafio para o Dia do Poeta” e “Corrigir é um ato de amor“.

Leia também:

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