25 charges sobre o ataque terrorista em Paris e a liberdade de expressão

Na quarta-feira da semana passada — há exatamente uma semana, portanto — dois irmãos jihadistas declarados invadiram um semanário satírico de Paris, o “Charlie Hebdo”, e abriram fogo contra as pessoas que lá estavam, deixando 12 mortos. Dois dias depois, houve mais dois atos terroristas — cometidos pelos mesmos irmãos e por um terceiro homem, assumidamente ligado ao Estado Islâmico –, com reféns, que levaram a mais cinco mortes. Enquanto escrevo, o assunto começa a desaparecer aos poucos do noticiário e das conversas de bar. Para não deixá-lo morrer, publico abaixo 25 charges que selecionei de vários veículos ao longo da última semana, que abordam não só a tragédia em si, mas também um assunto muito caro a este blog: a liberdade de expressão.

Goste-se ou não do trabalho que era feito pelos cartunistas da “Charlie Hebdo”, eles tinham o direito de fazê-lo. Para mim, o que aconteceu em Paris acende uma luz vermelha que nos leva à seguinte reflexão: o mundo está tão sério, e se levando tão a sério, que as vítimas desta guerra que começa a se desenhar não são soldados ou chefes de Estado: são jornalistas e cartunistas, homens que lidam diariamente com a sátira, a ironia e o humor, por meio de traços e palavras. Não gosta do que desenham? Responda com um desenho também, ou com um texto, com algo no campo das artes e das ideias. Se responder na Justiça já me parece abusivo, os que apelaram ao fuzilamento sumário só me remetem a um homem das cavernas imaginário — e piorado.

Bom, vamos aos chargistas, que conseguem falar muito mais e melhor do que eu, usando bem menos palavras. Abro com a ilustração de Beto Trajano, feita especialmente para este blog, e sigo com minha favorita do Duke:

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