Leio hoje no jornal mineiro “Hoje em Dia” que os pais gastam até R$ 2 milhões com a criação dos filhos, do nascimento até o fim da faculdade. (Sem falar nos que continuam custeando a prole quando esta já beira os 40 anos de idade, o que está se tornando cada vez mais comum…).
A conta varia aí de uns R$ 800 mil para mais de R$ 2 milhões. Isso quer dizer que, lá na minha casa, meus pais deixaram de usufruir de pelo menos R$ 3,2 milhões para criarem os quatro filhos. Talvez chegando a R$ 8 milhões. E ficam aí perdendo tempo jogando na Mega-Sena, quando o prêmio já está ganho ;)
Um dia talvez eu tenha um filho, para saber se há alguma vantagem no esforço econômico (para não falar do físico, psicológico, biológico etc). Às vezes me pergunto se é tão bom assim como dizem, já que filho traz montanhas de amolações em todas as fases da vida. Mas a quantidade de amigos e parentes grávidos que tive neste ano talvez demonstre que ter filho ainda é pop. E, portanto, deve valer a pena.
Neste dia dos pais, agradeço ao meu pai-herói por ter aberto mão de tantos milhões para me ter, me educar e fazer de tudo para me ver bem e feliz, em esforço compartilhado com a minha mãe.
Se eu tivesse alguns milhões, não pensaria duas vezes para retribuir. Até andei jogando na Mega Sena recentemente, no auge do meu desespero financeiro, e alardeei para os quatro ventos que, se ganhasse, dividiria o prêmio em seis partes e daria igualmente, cada uma, para meus pais e irmãos. (Mas talvez eu devesse refazer a conta e dar metade pros meus pais e dividir o resto com os irmãos…)
Bom, o importante é que não ganhei na Mega Sena, continuo pobre, mas ainda posso dar uma retribuição ao meu pai ao meu jeito, inspirada no moleque abaixo:
(E desejo que meus amigos-papais jamais criem uma criança para ter esse olhar de desdém dessa menina do quadrinho. Que tenham um ótimo dia hoje também, como o que o meu pai vai ter :))





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