Para ver no cinema: CISNE NEGRO (Black Swan)
Nota 8
Definiram Cisne Negro como terror psicológico. É a melhor definição mesmo. É angustiante do início ao fim, cheio de suspense, a confusão mental da personagem também confunde e exaure os espectadores. Natalie Portman (Nina), magérrima e toda delicada, está uma atriz maravilhosa. Ela é a tensão em pessoa. Está por um fio, em todos os sentidos, físicos, biológicos e psicológicos. E ficou assim, em fiapos, por conta de pressões que sofreu de todos os lados, a começar em casa, com uma mãe controladoríssima, e no trabalho – a companhia de balé –, com pessoas competitivas, fofoqueiras, muitas vezes sem nenhum caráter. O contraste desse fiapo humano com a personagem Lily, vivida por Mila Kunis, é evidente. Ela é sensual, liberal, animada, não tem nenhuma nuvem negra sobre sua cabeça, nenhum peso sobre suas costas, nenhum arranhão em sua pele. É o peso de uma e a leveza da outra. Como um cisne negro e um branco. Enfim, Cisne Negro é um terror psicológico. Seu enredo é simples, quase infantil. Um roteiro que poderia ter sido escrito em uma lauda. Mas é toda a angústia da tensão da cabeça de Nina, que permeia o filme, que torna sua história forte e digna de várias estatuetas. E o final – sobre o qual não darei qualquer dica, podem ficar tranquilos – é perfeito.
Assista ao trailer do filme ‘Cisne Negro’:






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