‘Jackie’: um dos filmes mais chatos que já vi na vida

Não dá para assistir: JACKIE
Nota 1

jackie

Este é um dos piores filmes que já vi na vida; certamente um dos mais chatos e entediantes.

A história se passa ao longo de cerca de uma semana do luto de Jacqueline Kennedy, após a morte de JFK em seus braços. É um filme de personagem, com direito a séééculos de câmeras coladas no rosto da atriz Natalie Portman, que encarna a viúva.

Um filme de personagem, só que a personagem é insuportável. Uma primeira-dama performática sem qualquer carisma, que toma parte de diálogos absolutamente insossos e não gera nenhuma empatia. Continuar lendo

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A angústia em cada minuto

Para ver no cinema: CISNE NEGRO (Black Swan)

Nota 8

Definiram Cisne Negro como terror psicológico. É a melhor definição mesmo. É angustiante do início ao fim, cheio de suspense, a confusão mental da personagem também confunde e exaure os espectadores. Natalie Portman (Nina), magérrima e toda delicada, está uma atriz maravilhosa. Ela é a tensão em pessoa. Está por um fio, em todos os sentidos, físicos, biológicos e psicológicos. E ficou assim, em fiapos, por conta de pressões que sofreu de todos os lados, a começar em casa, com uma mãe controladoríssima, e no trabalho — a companhia de balé –, com pessoas competitivas, fofoqueiras, muitas vezes sem nenhum caráter. O contraste desse fiapo humano com a personagem Lily, vivida por Mila Kunis, é evidente. Ela é sensual, liberal, animada, não tem nenhuma nuvem negra sobre sua cabeça, nenhum peso sobre suas costas, nenhum arranhão em sua pele. É o peso de uma e a leveza da outra. Como um cisne negro e um branco. Enfim, Cisne Negro é um terror psicológico. Seu enredo é simples, quase infantil. Um roteiro que poderia ter sido escrito em uma lauda. Mas é toda a angústia da tensão da cabeça de Nina, que permeia o filme, que torna sua história forte e digna de várias estatuetas. E o final — sobre o qual não darei qualquer dica, podem ficar tranquilos — é perfeito.