Melhores livros de 2016

livros2016

Continuando uma tradição deste blog, segue uma lista dos 7 livros mais divertidos que li neste ano: Continuar lendo

Anúncios

Melhores livros de 2015

livros2015

Continuando uma tradição deste blog, segue uma lista dos 10 livros mais divertidos que li neste ano:

  1. “Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia”, de Nelson Motta, 392 págs. Mais AQUI.
  2. “O herói discreto”, de Mario Vargas Llosa, 342 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  3. “Horizonte Azul”, de Wilbur Smith, 654 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  4. “Caminhos da Lei”, de John Grisham, 317 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  5. “A Rua das Ilusões Perdidas”, de John Steinbeck, 207 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  6. “As Vinhas da Ira”, de John Steinbeck, 585 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  7. “O Bicho-da-Seda”, de Robert Galbraith, 461 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  8. “O Fio da Navalha”, de Somerset Maugham, 317 págs. Leia mais sobre ele AQUI.
  9. “Vida Querida”, de Alice Munro, 316 págs.
  10. “A Grande Arte”, de Rubem Fonseca, 341 págs.

tarja_licenca

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Detetive Strike veio para ficar

bicho

Já falei por aqui várias vezes: amo ler um bom romance policial. Desde criança, quando fui apresentada ao gênero por livros da coleção Vaga-Lume, como “O Escaravelho do Diabo”, de Lúcia Machado de Almeida, um clássico da minha geração. Li “O Caso dos Dez Negrinhos”, eleito o melhor de Agatha Christie (e assino embaixo!), quando eu tinha uns 11 anos. De lá pra cá, já devorei dezenas de livros da rainha do crime. Depois descobri Conan Doyle, Georges Simenon, Poe, Rex Stout, e vários outros autores consagrados.

Mais recentemente, descobri que a autora de Harry Potter, J.K. Rowling, puxou o talento de sua conterrânea para as histórias de detetive. Sob o pseudônimo de Robert Galbraith, ela criou o detetive Cormoran Strike no romance “O Chamado do Cuco”, de que já falei brevemente aqui no blog. Agora, em “O Bicho-da-Seda”, o talento de Rowling para o suspense policial melhorou muito, e a solução para o crime ficou muito mais instigante que no livro anterior, que eu já tinha achado bom.

Passei as mais de 400 páginas ansiosa para ler o capítulo seguinte e, ao mesmo tempo, lamentando por estar chegando ao fim, o que aconteceu na manhã de quarta-feira. Quantos livros fazem isso por nós? Fiquei com a mesma fome de ler que já experimentei outras vezes em histórias policiais, com a vantagem de estar diante de um personagem que eu já tinha conhecido antes, e que tem tudo para seguir a trilha de Hercule Poirot e Sherlock Holmes, o inspetor Maigret e Nero Wolfe, dentre tantos outros detetives geniais da literatura. Torço por isso.

Sobre o enredo de “O Bicho-da-Seda”, prefiro não falar muito, para não estragar o mistério. Sempre gosto de começar um livro desses totalmente ignorante de qualquer informação, não leio nem as orelhas. Vou partir do princípio de que vocês também preferem assim 😉

O Bicho-da-Seda (Original: The Silkworm, de 2014)
Robert Galbraith
Ed. Rocco
461 págs.
De R$ 9,80 a R$ 35,55

Leia também:

faceblogttblogPague com PagSeguro - é rápido, grátis e seguro!

Melhores livros de 2014

Continuando uma tradição deste blog, segue uma lista dos 10 livros mais divertidos deste ano:

sempreemdesvantagem

 

Sempre em desvantagem, de Walter Mosley, 236 págs. 14 capítulos, que também podem ser lidos como contos separados, sobre a história de Sócrates, um ex-presidiário que mora em Los Angeles, nos Estados Unidos. Leia mais sobre ele AQUI.

 

 

ogoano

 

O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón, 410 págs. Esotérico, mas muito muito bom e bem escrito, com um narrador-personagem engraçado, irônico e sombrio ao mesmo tempo. Este não virou best-seller por acaso, não. Leia mais sobre ele AQUI.

 

 

xadrez

 

A Máquina de Xadrez, de Robert Löhr, 351 págs. História real, de um barão do século 18 que enganou toda a corte imperial de Viena ao anunciar ter criado uma máquina que consegue jogar xadrez — um autômato que pensa. Na verdade, era um anão genial, escondido dentro do mecanismo. As consequências da fraude e a ansiedade gerada por ela são muito boas. Leia mais sobre ele AQUI.

 

holocausto

 

Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex, 255 págs. Uma história pouco conhecida dos brasileiros, embora tenha sido uma tragédia — praticada com o aval do Estado — que resultou na morte de ao menos 60 mil pessoas em 50 anos. Um livro-reportagem que, embora relate o horror, sabe amenizá-lo com histórias emocionantes e muito humanas. Leia mais sobre ele AQUI.

 

 

cuco

 

O Chamado do Cuco, de Robert Galbraith (JK Rowling), 447 págs. Um detetive que investiga um assassinato de top model confundido com suicídio. Leia mais sobre ele AQUI.

 

 

 

pelefria

 

A Pele Fria, de Albert Sánchez Piñol, 239 págs. Um homem que decide, por conta própria, passar um ano inteiro numa ilha minúscula perto da Antártica, onde só vive mais um habitante. Mas aí, logo no começo, descobrimos que a ilha não é assim tão desabitada, e nosso protagonista terá de lutar diariamente, com todas as suas forças e recursos escassos, para salvar a própria pele. Leia mais sobre ele AQUI.

 

 

dan

 

Inferno, de Dan Brown, 446 págs. Imaginei que seria um best-seller chato, mas, além de ser muito bem escrito, traz reflexões interessantes sobre a superpopulação, embora não seja este seu objetivo principal. Pode ser encontrado por a partir de R$ 19,14.

 

 

leitederramado

 

Leite Derramado, de Chico Buarque, 195 págs. Leia sobre ele AQUI, é muito difícil resumir em poucas linhas.

 

 

 

quebert

 

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, de Jöel Dicker, 572 págs. Tem todos os ingredientes que os bons livros costumam ter, e muito mais: tem suspense, drama, comédia, sátira, história de amor, história policial, várias narrativas entrelaçadas (contadas por personagens diferentes, em formatos diferentes, em épocas diferentes, tudo de forma tão coesa que, mesmo com mil reviravoltas, você nunca perde o fio da meada). Leia mais sobre ele AQUI.

 

dorian

 

O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, 298 págs. Um clássico da literatura que questiona a busca incessante pela beleza e pela juventude eternas. O mais interessante do livro, que tem seus momentos entediantes, são as falas de Lorde Henry, que é o personagem mais instigante do livro, e solta muitas pérolas sobre seu modo peculiar de encarar a vida. Mais sobre isso AQUI. Pode ser comprado a partir de R$ 13,80.

 

Leia também:

Quatro filmes e quatro livros que recomendo

tarjaferias

Nada melhor do que estar de férias para colocar a leitura em dia! E, claro, assistir a alguns filmes legais. Seguem abaixo as duas listas, com as devidas recomendações:

LIVROS

xadrez“A Máquina de Xadrez”, de Robert Löhr (ed. Record, 2012, 351 págs, de R$ 11,80 a R$ 20) – Trata-se de uma ficção histórica muito legal, especialmente para quem gosta de jogar xadrez. O autor explora uma história real, de um barão do século 18 que enganou toda a corte imperial de Viena ao anunciar ter criado uma máquina que consegue jogar xadrez. Um autômato que pensa! Na verdade, era um anão genial, escondido dentro do mecanismo. A partir dessa fraude, o livro romanceia, descrevendo personagens e situações incríveis e nos mantendo sempre em suspense: será que o engodo será descoberto? Como e quando? O que aconteceria com o impostor? Enfim, é muito bom, vale a leitura!

holocausto“Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex (ed. Geração, 2013, 255 págs, de R$ 17,90 a R$ 39,90) – É um retrato sombrio de um massacre que aconteceu no Brasil durante boa parte do século 20, e que não aprendemos na escola. Um massacre que contou com o apoio do Estado Brasileiro, do governo mineiro, da Igreja Católica e de médicos (inclusive o CFM e os CRMs). Um massacre de pobres, gays, jovens rebeldes, adolescentes que engravidaram, mulheres que foram trocadas por amantes, pessoas que foram vítimas de parentes durante a divisão de uma herança, e um ou outro doente psiquiátrico, que eram levados de várias partes do Brasil, via TREM, para serem enclausurados em um hospício de Barbacena, onde eram padronizados, torturados, maltratados e morriam aos montes (pelo menos 60 mil em 50 anos, só no hospício Colônia). Os cadáveres, depois, eram VENDIDOS para as faculdades de medicina de universidades como a UFMG e UFJF. O livro é um documento histórico sem igual e tem a vantagem de também relatar histórias bonitas, de solidariedade no meio da monstruosidade, que fazem com que a leitura não seja tão indigesta. A ponto de eu ter lido de uma sentada, num só dia, quase engolindo as 200 e poucas páginas. Recomendadíssimo!

cuco“O Chamado do Cuco”, de Robert Galbraith, pseudônimo de J.K. Rowling (ed. Rocco, 2013, 447 págs, de R$ 20 a R$ 30,50) – O segundo livro para adultos da autora da série de “Harry Potter” é tão bem escrito quanto o primeiro (Morte Súbita), mas tem mais bom humor e personagens mais interessantes. A começar pelo detetive Strike, o protagonista: filho “bastardo” de um astro do rock, ele é um cara gordo, com uma prótese no lugar de uma das pernas, ex-combatente no Afeganistão, recém-divorciado, morando provisoriamente dentro do próprio escritório e praticamente falido. Ao receber o caso da morte de uma top-model, que a polícia deu como suicídio e a família se nega a acreditar que tenha sido isso, ele passa a ter que entrevistar e conviver com modelos, produtores, estilistas e ricos de um modo geral, cada um mais bizarro do que o outro. É assessorado por uma secretária temporária que acha o máximo trabalhar ao lado de um romântico detetive. O mais legal do livro é que, embora siga direitinho a escola dos mestres Agatha Christie, Conan Doyle, Simenon, Rex Stout e outros, ele desconstrói totalmente o glamour por trás da profissão de detetive particular, se parecendo muito mais com a situação dos detetives atuais, que costumam ser contratados mais para ver se a mulher está traindo o marido ciumento do que para desvendar um mistério incrível que nem a Scotland Yard conseguiu. Mas, ao mesmo tempo, Strike ainda conserva os lampejos geniais dos seus companheiros de ficção, como Hercule Poirot. Eu achei a solução do mistério meio forçada, mas as mais de 400 páginas que me levaram até ela foram tão boas e bem escritas, que mantenho a recomendação para todos os que são fãs da literatura policial. Fico à espera do próximo caso de Strike!

pelefria“A Pele Fria”, de Albert Sánchez Piñol (ed. Planeta, 2006, 239 páginas, de R$ 24 a R$ 40) – Um livro que faz pensar o tempo todo, que mescla vários sentimentos e nos deixa tensos, ansiosos. Imagine um homem que decide, por conta própria, passar um ano inteiro numa ilha minúscula perto da Antártica, onde só vive mais um habitante. A situação, por si só, já seria bastante angustiante e possivelmente renderia muito pano pra manga (ou página pra livro). Mas aí, logo no começo, descobrimos que a ilha não é assim tão desabitada, e nosso protagonista terá de lutar diariamente, com todas as suas forças e recursos escassos, para salvar a própria pele. Nesse ponto da história, o livro passa a ser uma ficção científica, mas também pode ser um ensaio antropológico. Não à toa o escritor catalão Albert Piñol é também um antropólogo. Passamos a pensar sobre invasão, patriotismo, crueldade, humanidade, diferenças, amor, ódio. Enfim, um livro completo, incômodo, marcante. E muito bem escrito, além de tudo.


 

FILMES

jobsJobs (2013) – uma biografia em partes do fundador da Apple, Steve Jobs. Que me deixou com as seguintes impressões sobre ele: Que ele era um gênio das vendas, do discurso de incentivo e da liderança, mas os caras que ele recrutava é que eram os gênios da informática e do design, e não ele. Também concluí, considerando só o filme, que Steve Jobs era um mau caráter de marca maior, babaca, cruel, arrogante, sacana, traíra, enfim, um escrotão em todos os sentidos. Mas achei o filme muito bom, sem entrar no mérito da fidelidade com o personagem retratado. Achei também boa a atuação, supercriticada, de Ashton Kutcher no papel principal. Achei incrível como ele captou direitinho o modo de andar de Steve Jobs, de falar, e o gestual, pelo menos pelo pouco que conheço de imagens reais do empreendedor. Muito bom.

wildNa Natureza Selvagem (2007) – nem lembro mais quantas vezes já assisti a este filme, talvez umas quatro. É a história incrível de um personagem real, Christopher McCandless, que queria se aventurar pelos Estados Unidos, chegar ao Alasca e viver em contato estreito com a natureza. A história foi descoberta e narrada em um livro-reportagem de John Krakauer, que também já li — e foi um dos poucos casos (talvez o único) em que achei o filme melhor que o livro que o inspirou. Sean Penn foi responsável por isso, ao preencher os buracos do livro com a pura poesia do filme, no roteiro adaptado e em sua direção. O personagem principal foi interpretado por um injustiçado Emile Hirsch, ator que emagreceu 18 quilos para fazer o papel, que dispensou dublês para descer uma corredeira de caiaque sem capacete, para escalar picos e para enfrentar um urso, mas que não ganhou nenhum prêmio em reconhecimento pelo esforço e pela atuação. A fotografia é de encher os olhos, maravilhosa. Ótimo.

despertarO Despertar de um Homem (1993) – Trata-se do primeiro filme que Leonardo DiCaprio fez como protagonista. Antes mesmo de Gilbert Grape, muito antes de Diário de Um Adolescente e de Romeu + Julieta e, claro, bem antes de Titanic. Quando o filme foi lançado, ele tinha 19 anos, então tinha menos ainda durante as gravações. É uma história de Toby, um adolescente rebelde dos anos 1950 que acaba tendo que conviver com um padrasto violento, interpretado brilhantemente por Robert De Niro. O próprio DiCaprio já mostra que era um grande ator. O filme, no entanto, me causou uma enorme agonia, como se se prendesse demais nos espancamentos e de menos numa história interessante. Por exemplo, poderia ter explorado melhor a ousadia da mãe de Toby, que queria trabalhar — e na campanha de um candidato democrata! –, em uma época muito machista, e do amigo gay, numa época ainda mais homofóbica. Bom.

cineCine Holliúdy (2012) – A história de Francisgleydisson, que insiste em manter viva uma sala de cinema no interior do Ceará numa época em que a entrada massiva das televisões na sociedade fazia as salas fecharem uma após a outra. É uma comédia com seus lapsos de humor e outros momentos meio entediantes ou bobos. Mas o melhor é a interpretação de Edmilson Filho, que faz o protagonista e é extremamente carismático. O filme é todo falado em “cearês” e fez muito sucesso lá no Ceará, por toda essa referência constante à cultura do Estado. Bom.

Leia mais recomendações de livros AQUI e de filmes, AQUI 😉