Pelo fim da autocensura nos blogs e redes sociais

Saiu a segunda edição da revista “Pauta“, feita pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais. Na primeira edição, eu tinha sugerido a leitura do texto escrito pelo meu pai sobre ser chefe. Desta vez, reproduzo o texto que escrevi lá, porque falo sobre um tema caro a este blog: a censura. Mais especificamente sobre a autocensura de jornalistas em blogs e redes sociais, uma discussão que gosto de abordar desde os tempos do Novo em Folha. Quem quiser ler diretamente na revista, é só clicar AQUI e ir até a página 38.

Mas aí está:

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Sem autocensura, blogueiros

Muito jornalista que trabalha em Redação fica se perguntando se pode emitir suas opiniões livremente em seu blog. Acho que deveríamos poder escrever sobre tudo e, como profissionais da comunicação, ser os primeiros a levantar a bandeira da liberdade de expressão e contra a autocensura.

Mas, se eu criticar o político X em meu blog, depois ele pode usar isso contra mim, em uma reportagem a seu respeito? Pode, se você não tiver sido profissional.

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Uma revista para jornalistas

Enquanto ainda sigo sendo jornalista, acho estimulante ver a trajetória de profissionais incríveis que abraçam esta profissão. Tenho a sorte e o privilégio de conviver com um dos melhores, que é o meu pai, coautor deste blog. Eu nunca trabalhei diretamente com ele, em uma Redação, mas conheço várias pessoas que trabalharam e depois vieram comentar comigo o quanto foi bom aprender com meu pai, especialmente nos 25 anos em que ele exerceu a função de chefe. Eu também tive (e ainda tenho) bons chefes no jornalismo e sei da importância que isso faz na vida de quem está começando na profissão, principalmente do repórter. Lamento muito ao ver pessoas totalmente desqualificadas em postos de chefia, desanimando os subordinados de todas as formas possíveis.

Falo isso tudo para recomendar que todos leiam um texto que meu pai escreveu com o título “Ser Chefe”. Foi publicado na primeira edição da nova revista “Pauta”, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais. Pode ser lido NESTE LINK, na página 31.

Reproduzo abaixo, para os que tiverem vista boa (se não for seu caso, melhor ler o original mesmo):

 

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A revista também conta com outros jornalistas que têm muito a ensinar, como Ricardo Kotscho, Mauro Santayana, Carlos Cândido, Maurício Lara, João Carlos Firpe Penna, Fernanda Odilla, etc. Tem até um textinho meu, sobre a blogosfera 😉

Fica como sugestão de leitura para este fim de semana, especialmente para os estudantes de jornalismo, os professores de jornalismo, os que já estão na labuta e qualquer outro que tiver interesse por esta profissão.

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Reflexão aos leitores e fazedores de jornais

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Por obrigação profissional, tenho que ler muitas notícias por dia. Mas muitas *mesmo*. Nunca contei, mas acho que são centenas. Obviamente que, para dar conta da quantidade no pouco tempo que tenho para isso, preciso fazer uma leitura dinâmica. Fui adaptando meu método de leitura dinâmica a ponto de conseguir “passar os olhos” em todos os textos e absorver a informação em poucos segundos ou 1 minuto, dependendo do tamanho de cada um deles. Título, linha fina, lide, sublide e vruuuum… o resto.

Bom, o fato é que leio muuuuuita notícia mesmo, todos os dias, o dia todo. De todas as editorias: política, economia, internacional, cidades, cultura, esporte, ciência, tecnologia, celebridades, bizarrices etc. Tenho que estar por dentro de TUDO, até do vídeo mais boçal que viralizou nas redes sociais.

Ontem parei pra pensar quando foi a última vez que me debrucei sobre uma reportagem e sorvi ela com calma e prazer, como se faz com um café ou com uma cerveja artesanal das boas. Como eu fazia nos tempos de faculdade, em que cheguei a assinar a hoje ilegível revista “piauí”. Quando foi que li uma reportagem, pela última vez, do primeiro ao último parágrafo, sem precisar fazer isso, mas apenas e tão-somente pelo prazer da leitura daquele texto, pela pauta bem construída, pela apuração bem feita, pelo texto coeso e bem escrito e pela edição caprichada, que já tirou todas as gordurinhas, os adjetivos desnecessários, os artigos excessivos. Sobretudo, quando foi a última vez que falei: putz, que sacada genial dessa história! Que história, que história!

Forcei a cuca e não consegui lembrar. Não me ocorreu nenhuma reportagem bacana, marcante e prazerosa nos últimos tempos, dentre as centenas que leio, todos os dias, por obrigação. Não estou falando de reportagem genial, prêmio Esso ou Pulitzer, mas uma que contenha todos os ingredientes que listei acima, que seja redonda e tenha uma história sensacional, descoberta por algum repórter sensível e observador.

Em vez de pensar em como nossos jornais estão maçantes e como nossos repórteres estão burocráticos, me ocorreu que talvez eu esteja lendo nos lugares errados. Claro, deve haver reportagens incríveis nesse mundão de deus (ou do Google). Eu que estou fazendo minha ronda nos lugares de sempre. E esses lugares de sempre, que aliás dão notícias muito parecidas entre si, têm um olhar muito cansativo sobre o mundo. O olhar é rápido, tem um viés negativista (sobre isso, vale ler AQUI) e é feito de forma apressada e descuidada*. Cá pra nós, não há café ou cerveja artesanal que preste se feito em 30 segundos. Como sorver com prazer o resultado dessa gororoba?

Como jornalista — e corresponsável pelo conteúdo noticioso que chega à internet –, só consigo pensar numa coisa: pobres dos leitores! Como leitora, chego em casa à noite, depois de ler/engolir centenas de notícias chatas, em leitura dinâmica, olhos já ressecados e coração colorido, e refugio-me nos livros. Porque nada melhor para descansar a vista e respirar o cérebro do que ler um bom texto.

Tirinha do Liniers

Tirinha do Liniers


* ADENDO – Coloquei o asterisco porque acho que vale explicar melhor para quem não é jornalista: não estou fazendo um crítica aos profissionais, mas à conjuntura que leva a esse resultado. As Redações estão enxutíssimas (o mais recente passaralho quase fechou o portal Terra ontem), o tempo da era da web é corrido, muitos repórteres precisam apurar cinco, dez matérias por dia. Tenho certeza que o sonho da maioria dos jornalistas é conseguir pensar em uma pauta sensacional e apurá-la da melhor forma possível. Alguns não sabem fazer mesmo por falta de competência (como acontece em qualquer profissão), mas a maioria simplesmente não consegue porque não dá tempo, não há espaço, não há equipe suficiente, os jornais priorizam um tipo de pauta diferente etc. Na verdade, o texto acima é mais uma reflexão que uma crítica. Mas achei que valia o adendo, porque jornalistas já andam apanhando mais do que deveriam nos dias de hoje.

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Saiba como você pode contribuir com o blog

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A contribuição dos leitores sempre foi muito bem-vinda neste blog.

Na última quarta-feira, por exemplo, a leitora Dri contribuiu imensamente oferecendo uma sugestão de pauta, que depois virou post (e foi um dos textos que mais gostei de escrever nos últimos tempos!). Quem quiser enviar uma sugestão de pauta, pode registrar nos comentários dos posts ou me enviar por email.

Também adoro quando os leitores enviam um texto bacana, já pronto para publicação. Às vezes até pego comentários e os transformo em posts, como fiz com um comentário do Matheus no mês passado.

Além disso, é possível contribuir com ideias, não só para posts: outro dia, o leitor Gustavo me sugeriu fazer um concurso literário do blog e estou matutando como vou colocar o plano — que achei excelente — em prática.

Outro jeito de contribuir com o blog é divulgando os posts, seguindo a página nas redes sociais (Twitter e Facebook) e assinando o blog para receber os posts, de graça e diariamente, por email. Assim, os leitores contribuem aumentando a rede do blog e o alcance das publicações. Cá pra nós: a gente escreve para ser lido, né? Então, nada melhor que saber que um texto foi lido por muita gente 😉

E, a partir de agora, a página aceita outro tipo de contribuição: o patrocínio dos leitores. Quem quiser fazer doações ao blog, na quantia e na frequência que quiser, agora também será possível, como já acontece em vários outros blogs. Explico melhor numa nova aba que criei, que ficará fixa na coluna da esquerda, e também pode ser acessada AQUI.

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Espero que o blog só cresça, cada vez mais, com todas essas contribuições dessa incrível rede de leitores que ajuda a construir este espaço comigo 😀 Obrigada por tornarem este projeto possível!