De caos e enchentes

Quando começaram os primeiros trovões, ontem à noite, eu já estava sã e salva em casa. A chuva caiu de repente, por volta das 22h, e só me bastou fechar as duas janelas que estão sempre abertas (a terceira eu só deixo fechada), e continuar digitando aqui nesta mesma cadeira. Mesmo assim, foi possível perceber… Continuar lendo De caos e enchentes

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Silêncio

De repente, fez-se silêncio Por mais barulho – de carros e gritos – no mundo, reinava o silêncio. Com aquele barulho incômodo de silêncios, Típico, Um zumbido patológico, Uma tensão. Uma carga elétrica audível do silêncio.   O mundo inteiro estranhou: toca-se o silêncio. Era palpável, cheirável, sentido. Tinha uma coloração prateada.   Para contorná-lo,… Continuar lendo Silêncio

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Choro

O céu de São Paulo derrete. Cai todo sobre nossas cabeças Qual lágrimas dos olhos dos pobres, que perdem tudo. Qual cera das velas dos crentes, que rezam mortos das enchentes. O céu derretido ocupa as ruas Carrega os carros Calibra os rios Desaba as casas Enfada os ricos com as notícias repetidas as estatísticas,… Continuar lendo Choro

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Chuva e cachoeira, nem na Serra do Cipó

Hoje estava tudo certo para eu ir a um dos meus lugares favoritos no planeta – a Serra do Cipó – mas fui surpreendida por esse céu maravilhoso, que teria me feito achar que estava em São Paulo, se meu pai não tivesse me acordado. A Serra do Cipó é um lugar paradisíaco a pouco… Continuar lendo Chuva e cachoeira, nem na Serra do Cipó

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