A Forma da Água: uma fábula sobre o amor proibido

Para ver no cinema: A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water)
Nota 9

Um dos temas mais recorrentes no cinema e na literatura mundiais é o amor proibido. De “Romeu e Julieta” a “A Bela e a Fera”, passando por tantos outros que abordam o amor interracial, intergalático, interétnico, e assim por diante. Então não chega a ser tão original assim o amor entre a faxineira muda e o homem anfíbio, meio monstro-meio deus, preso no laboratório ultrassecreto onde ela trabalha.

É apenas por conta de alguns poucos clichês na narrativa em forma de conto de fadas sobre o amor proibido que resolvi tirar um pontinho desse filme tão belo. Porque, na hora mesmo em que eu estava assistindo, só consegui mergulhar a fundo na história, torcer, me extasiar com a beleza daquele amor, envolto em fotografia poética (que explorou tão bem a luz filtrada pela água) e em trilha sonora perfeita. No fim, sala de cinema abarrotada de gente, quase fui eu a puxar os aplausos, como só acontece ao final dos bons filmes.

A história é de um capricho tão bom de se ver, tão delicado, que fica óbvio perceber a importância desse projeto na vida do diretor mexicano Guilhermo del Toro. Continuar lendo

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