‘Akva’: um livro para conscientizar as crianças sobre as questões ambientais

Já faz um tempo que meu primo, o também jornalista Bruno Moreno, me contou sobre a história de Akva, a pequena molécula de água que roda o planeta em uma grande aventura. É um livro voltado para crianças acima de 8 anos, ou seja, que já encaram uma boa quantidade de páginas, e que já conseguem entender, se isso for bem contado, conceitos importantes como o das mudanças climáticas. Passando, de forma divertida e lúdica, por conhecimentos de geografia, história, biologia, química, meio ambiente e física.

Agora o que era um projeto do meu primo tornou-se uma publicação prontíssima, só esperando o dinheiro para chegar às estantes das livrarias. E foi na última sexta-feira, no Dia Mundial da Água, que Bruno Moreno resolveu lançar uma campanha de financiamento coletivo, para ajudar a bancar este projeto tão maravilhoso de educação ambiental.

Como acontece em outras “vaquinhas” do tipo, as pessoas não estão apenas doando um dinheiro para um projeto ganhar vida: elas estão antecipando uma compra. Ou seja, a cada dinheiro doado, você já faz uma reserva de uma recompensa, que, no caso deste projeto, inclui o próprio livro, um quebra-cabeça, um pôster da artista plástica Anna Cunha (ilustradora de mais de 20 livros, e que também abraçou “Akva”) ou, para quem quiser fazer uma doação mais generosa, um combo que inclui uma oficina de literatura e artes e mais 15 exemplares do livro, que será lançado entre setembro e outubro deste ano.

Como já fiz em outras ocasiões aqui no blog, achei bacana o projeto e por isso resolvi apoiá-lo e divulgá-lo por aqui e em minhas redes sociais. Se tem uma coisa que eu desejo para meu filho, hoje com 3 anos, é que ele cresça com consciência ambiental. Ou ciente de que “o planeta é um só, e tudo está integrado”, como bem disse meu primo. “Akva” (palavra em esperanto que quer dizer “aguado”) pode dar um primeiro empurrãozinho nesse sentido.

Ficou interessado? CLIQUE AQUI e reserve seu exemplar, contribuindo também com o financiamento do projeto.

Leia também:

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Programa para esta quarta-feira

gentrificados

Meu primo Bruno Moreno, que já citei aqui no blog, foi premiado no VII Concurso Tim Lopes com a série de reportagens Copa Sem Escola, sobre os impactos das desapropriações da Copa na Educação. Agora, ele e o também jornalista Samuel Costa estão lançando um desdobramento dessa série, em forma de documentário.

O filme “Gentrificados” foi filmado em viagens feitas entre fevereiro e abril deste ano, percorridas ao longo de 10 mil km e sete capitais do país. O documentário tem 14 minutos de duração.

Tive o prazer de assistir à prévia de “Gentrificados” e posso dizer a vocês que ficou muito bom. Agora, o pré-lançamento será aberto ao público e recomendo fortemente como programa para esta noite de quarta-feira, 2 de julho.

Será às 20h, no Sindicato dos Jornalistas de Minas (Avenida Álvares Cabral, 400, Belo Horizonte). Após a exibição haverá um bate-papo com os autores e, em seguida, apresentação do DJ Geo Cardoso (Baianas Ozadas e música negra). A entrada é gratuita.

Mais informações AQUI.

Primeiro jogo e Mineirão ainda tem gambiarras

Em 23 de dezembro postei aqui as fotos do jornalista Bruno Moreno (@_BrunoMoreno e @brunocmoreno) mostrando os vários problemas que permaneciam no Mineirão, recém-reinaugurado. Um leitor me criticou, porque ainda havia tempo para as gambiarras serem corrigidas, já que a abertura real para o público seria apenas no jogo de hoje, o clássico do Galo com o Cruzeiro.

Mas eis que o estádio abre para o jogo e – surpresa! – continuam as gambiarras.

Vejam as fotos que Bruno Moreno tirou neste domingo, 3 de fevereiro:

A uma hora de abrir os portões, todo esse entulho no Mineirão. (Todas as fotos: Bruno Moreno)

A uma hora de abrir os portões, todo esse entulho no Mineirão. (Todas as fotos: Bruno Moreno)

Pia em um banheiro do Mineirão.

Pia em um banheiro do Mineirão.

Elevador da imprensa.

Elevador da imprensa.

Fio do bebedouro não alcança a tomada. Água quentinha...

Fio do bebedouro não alcança a tomada. Água quentinha…

Fila imensa no único bar aberto para atleticanos.

Fila imensa no único bar aberto para atleticanos.

Água empoçada com goteiras. Detalhe: só tinha chovido na véspera, quando o gramado virou um piscinão.

Água empoçada com goteiras. Detalhe: só tinha chovido na véspera, quando o gramado virou um piscinão.

Indicação de saída quebrada. Sim, esse é um daqueles "itens de segurança obrigatórios" em caso de incêndio.

Indicação de saída quebrada. Sim, esse é um daqueles “itens de segurança obrigatórios” em caso de incêndio.

Lixo, pouco antes da entrada dos torcedores.

Lixo, pouco antes da entrada dos torcedores.

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Outros problemas relatados pela imprensa local:

* Sede e fome – Relatos de problemas nos banheiros e com bares fechados, o que deixou as pessoas passando fome e, pior, sede. Veja vídeo de pai chorando por não achar água para o filho. A maior parte dos atendimentos no posto médico foi de pessoas desidratadas.
* Só com sol – Choveu na véspera do jogo e o gramado virou uma piscina, além de algumas cadeiras terem ficado quase totalmente submersas.
* Inacessível – O Ministério Público já tinha constatado e cadeirantes reclamavam ontem que o estádio não segue todas as regras de acessibilidade.
* Inacessível 2 – Faltavam vagas para estacionar e a Pampulha é acessível praticamente só de carro, com transporte público escasso.
* Logística – Portões demoraram a abrir, assim como tinham demorado na venda dos ingressos, que atrasaram mais de sete horas. Havia cambistas, que vendiam ingressos por R$ 160, quatro vezes o preço normal. Quarenta torcedores do interior, que compraram pela internet, não conseguiram trocar pelo ingresso quando chegaram ao estádio.
* Escuro – Faltou luz nos banheiros e no Juizado Especial Criminal. As ocorrências tiveram que ser levadas ao Ministério Público.
* Queda de concreto – Caiu um pedaço de reboco e de concreto do teto, que quase atingiu uma pessoa. Mas não houve feridos.

Veja aqui a avaliação do jornal “O Tempo” para vários itens do estádio. A maioria, “regular” e “ruim”.

Leiam também bom artigo do PVC sobre a questão econômica da privatização do Mineirão.

Apesar dos problemas, a boa notícia do dia fica por conta da torcida, que mostrou que é capaz de conviver, mesmo em um jogo clássico como este, de torcida mista, e que a rivalidade em campo não precisa se traduzir em violência fora de campo.

Os vários problemas que ficaram no “novo” Mineirão

O Mineirão foi reinaugurado, com direito a presenças ilustres da presidente da República, do governador do Estado, do prefeito da cidade. Após três anos de reformas. O segundo estádio mais adiantado do Brasil, para a Copa do Mundo e das Confederações, atrás do de Fortaleza, inaugurado poucos dias antes.

Mas cheio de problemas ainda por resolver.

Os flagrantes abaixo foram feitos pelo observador repórter Bruno Moreno (@_BrunoMoreno e @brunocmoreno), que, aliás, é meu primo, no dia da inauguração:

Na altura da cabeça.

Na altura da cabeça. (Todas as fotos: Bruno Moreno)

Bom para furar a perna.

Bom para furar a perna.

Uma barra de ferro sobrando.

No dia seguinte de visitas, a mesma barra de ferro que estava sobrando continuava no mesmo lugar. Não se deram ao trabalho de retirá-la.

Corrimão suspenso com parafusos ao vento.

Corrimão suspenso com parafusos ao vento.

Bom para furar o pé.

Bom para furar o pé.

Cadeiras a instalar.

Cadeiras a instalar.

Corrimão suspenso.

Corrimão suspenso.

Gambiarra 1.

Gambiarra 1.
Gambiarra 2.

Gambiarra 2.

Gambiarra 3.

Gambiarra 3.

Entulho na área externa do estádio.

Entulho na área externa do estádio.

Esperemos que esses e outros problemas tenham sido resolvidos a tempo do jogo de estreia do novo estádio, o clássico do Galo e Cruzeiro pelo Campeonato Mineiro, em 3 de fevereiro do ano que vem. Afinal, um investimento/gasto de R$ 666,3 milhões não é para se permitir gambiarras e outros problemas.