1.000 minutos com o síndico

Foto: reprodução do site http://timmaia.com.br

Foto: reprodução do site http://timmaia.com.br

Hoje é 30 de novembro, Dia do Síndico. Então deixo aqui uma homenagem ao único sujeito que já foi conhecido como “síndico do Brasil”: Tim Maia!

Você sabe como o apelido pegou, né? Foi graças a um dos meus maiores ídolos, o Jorge Benjor, que resolveu apelidá-lo assim no super hit W/Brasil. Agora, e por que Jorge Ben fez isso? De onde tirou? Bom, não encontrei nenhuma explicação muito plausível, e acho que Jorge bem que poderia vir a público esclarecer. Aliás, achei por aí até algumas teorias conspiratórias de que a música é uma referência a cocaína e síndico seria o “chefe da boca do tráfico”. Afe! Este blog AQUI fala de outro episódio interessante que poderia ter inspirado o apelido. E a biografia consagradíssima que Nelson Motta escreveu sobre Tim Maia só fala o seguinte, na página 294:

“O homenageado contava que a escada se referia à tentativa de assalto a seu apartamento na Gávea, uma hipótese tão verossímil quanto ele ser síndico de algum edifício. Mas, todo mundo concordou, o Brasil de Collor, com confisco da poupança, inflação disparada, incompetência e ladroeira generalizados, precisava e merecia um síndico como Tim Maia.”

Foi só o que achei.

Mas tenho que fazer uma confissão: ganhei esta biografia há anos e até hoje não li. Para me redimir, coloquei ela na fila da leitura, e vou me debruçar sobre a vida do síndico assim que acabar de ler aquele do Oscar Wilde (depois faço um post, tá?).

Enquanto isso, para comemorar o Dia do Síndico, que bem poderia ser o Dia de Tim Maia, separei mil minutos de músicas e entrevistas sensacionais, verdadeiras pérolas, que encontrei numa fuçada no YouTube. Afinal, independente de sua história de vida conturbadíssima, que mereceu até virar filme, Tim Maia é, sobretudo, um fazedor de hits e um vozeirão sem equivalentes.

Então, bom proveito neste domingão:

Álbum de 1970, o primeiro de estúdio, com direito à música “Cristina” (30 minutos):

Álbum Tim Maia 1972 (35 minutos):

Álbum Tim Maia, de 1973, na íntegra (38 minutos):

Álbum Tim Maia 1976 na íntegra (29 minutos):

Tim Maia 1977 (32 minutos):

Álbum Reencontro (1979), na íntegra (44 minutos):

Coletânea (1974-1986), com 33 minutos:

Coletânea com mais de 50 sucessos de Tim Maia (3h37):

Show completo de Tim Maia, na virada de 1997 para 1998 (1h31):

Os discos Racional, volumes 1 e 2, na íntegra (1h15):

Especial O Melhor de Tim Maia (1h02):

Especial da Globo (33 minutos):

Programa em homenagem a Tim Maia, de 2007 (1h04):

Tim Maia Ao Vivo 2 (1h13):

Tim Maia em programa da TV Cultura exibido em 1992 (57 minutos):

Tim Maia em show ao ar livre transmitido pelo programa Bem Brasil em 1996 (1h24):

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147 maneiras de chamar o seu amor

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Ele me chama de morena, eu chamo ele de moreno. “Mas moreno?! Ele NÃO é moreno!” É verdade: ele é daqueles que nasceram loirinhos, hoje cabelo castanho claro, pele branca, olhos esverdeados. Quando toma sol, fica vermelho, não moreno. Mas o apelido dos enamorados sempre surge das maneiras mais inusitadas e suas origens nunca são óbvias. No nosso caso, veio do meu sobrenome: Cristina Moreno — e ele brincando, quando ainda nem éramos namorados, que o certo deveria ser “Morena” (eu sou mesmo morena, diga-se de passagem), então assim ficou: morena, morena, morena, moreno. Com direito a variantes: moreninho, morenim, morenóide, morenildo, morenilde, morenaide, naidinha.

De vez em quando ele pega palavras aleatórias e, puf!, viram um novo apelido carinhoso. Se o cabelo foi cortado no dia, cabelinha. Se começo uma dieta, queijinha frescal. Se (já nem sei mais por quê), viro tartaruguinha, e ele, brigadeirinho, cervejo red ale, bocó, e assim por diante.

Cheguei à conclusão de que a semiótica dos apelidos carinhosos é diferente. O significado quase nunca corresponde ao esperado pelos que assistem de fora. Mas, para o enamorado, faz todo sentido. É como com os cachorros: não importa se você os chamar por um palavrão, desde que use a entonação certa. E eles vão abanar o rabinho com a mesma ênfase e amor.

Pensando nisso, pedi aos amigos para contarem quais apelidos usam com seus amores. Não me decepcionei: veio cada história! Por exemplo, o Bata. Bata foi assistir a “Toy Story 2” com sua namorada, logo no começo do relacionamento. Em uma cena, um dos personagens grita: “Eu sou uma batata casada!”. E, daquele dia em diante, isso virou uma piada interna entre os dois: não se esqueça que agora você é uma batata casada, hein, amor? Daí para começarem a se chamar de Batata, Batatinha e Batatão, foi um pulo. A abreviação natural: Bata. Os dois se casaram, tiveram filho, se divorciaram e, mesmo assim, até hoje, só se tratam por Bata. Apelidos carinhosos às vezes são eternos.

Outro casal, junto há seis anos, já passou por toda sorte de apelidos. Quando ela pesava meros 47 quilos, passou a ser chamada, carinhosamente, de gordinha. Além de baleia, bola de praia, quica (por causa das bochechas do Quico, do Chaves). Vai entender.

Há ainda aquela dupla que se chama só de Pan. Pan pra cá, Pan pra lá. Os dois são Pan. E pan vem de onde? “De panguá” — respondem, sorridentes.

Aliás, o mais comum é um apelido surgir e ir se desdobrando em outros mil. Delícia vira Dedela. Amor vira Amour, que vira Amoulo, que acaba em Molo. Uma prima começou a chamar o namorado de paixão (e vice-versa), e logo virou xão, xoxoxão, xoxo… Até chegar, sabe-se lá como, a Boxx, que é como se chamam hoje.

E os apelidos muitos vezem passam de geração para geração. Vejam o caso dos dois que se chamavam de Amorzo/amorza e Amorinsko/amorinska, e agora já reduziram para Orzo e Insko. Nasceu o primeiro bebê e adivinha como ele é chamado? Mini-Insko…

Vida, cheiro, monstro, nojento, preto, jacu, doidim, nego, delícia cremosa, pituxa, tico, dico, anjo… Dos apelidos que mais parecem xingamentos aos que já são mundialmente aceitos, o fato é que todos fazem disparar algum coração por aí. E muitos casais se chamam por mais de um apelido, dependendo da ocasião. Fora aqueles nomes que só aparecem nos momentos mais íntimos, que os amigos não quiseram me contar nem com a promessa de que seriam mantidos anônimos. Mesmo assim, recebi nada menos que 147 apelidos! Muitos repetidos, o que ilustra a preferência da maioria, mas alguns muito particulares. Vejam só:

Quanto maior o tamanho da letra, mais vezes o apelido foi repetido.

Quanto maior o tamanho da letra, mais vezes o apelido foi repetido.

E você, como chama seu namorado/marido/ficante/rolo/paixonite/namorido/etc?

Conte para mim e eu acrescento aqui no post 😉

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