Mais um post direto do meu LinkedIn para o blog, desta vez em clima de Semana das Crianças:
Vou falar uma coisa que nem todo mundo diz com clareza, muito menos nesta rede social: eu me importo mais em ser uma excelente mãe, a melhor possível, do que em ser uma excelente profissional. Não que eu não queira ser incrível no trabalho, mas é que considero o trabalho de criar um serzinho para este mundo MUITO mais importante.

Por isso, desde que o Luiz nasceu, há quase 9 anos, tenho me preocupado em equilibrar bem esses dois pratinhos (e tem outros pratos, né? O autocuidado, a casa, o amor, os pais, os amigos, o LAZER… “A gente não quer só comida”). Quero ser a melhor profissional que estiver ao meu alcance, DESDE QUE também possa ser a melhor mãe para meu filho.
Por que é tão difícil para as empresas entenderem uma coisa tão óbvia, mesmo em tempos de tanta discussão sobre a economia do cuidado, mesmo com tantas mulheres ocupando cargos de liderança?
Não sei, o que sei é que mesmo uma empresa imensa, como a Globo, que alardeia seguir a cartilha ESG, não tem qualquer olhar para suas colaboradoras que são mães. Quando entrei lá, o Luiz tinha 4 aninhos. Quando pedi demissão de lá, estava como a maioria das mulheres entrevistadas por esta pesquisa da B2Mamy: ESGOTADA. Podre. Pratinhos quebrados no chão.
Para minha sorte, as duas empresas por onde passei desde então foram humanas e tiveram um olhar cuidadoso comigo, enquanto profissional que é mãe.
O resultado é bom pra todos: pra mim e pros negócios. Até porque a maternidade me tornou uma profissional (e pessoa) MUITO MELHOR. Me trouxe soft skills que eu nem sabia que tinha. Fora a vontade de me capacitar cada vez mais nas minhas skills de sempre.
Hoje consigo equilibrar bem os dois pratinhos (e todos os outros). Sei que faço um bom trabalho como jornalista, mas, ainda mais importante para mim: sei que estou ajudando a criar um serzinho EXTRAORDINÁRIO para o mundo. O reconhecimento disso vem diariamente, de inúmeras maneiras, como quando li esta atividade escolar do Luiz 🥰

Então tenho orgulho por fazer um bom trabalho como mãe, assim como por fazer um bom trabalho como jornalista e líder de equipe. Uma coisa NÃO PODE existir sem a outra.
Espero que mais empresas percebam a importância disso. E a importância de abrir caminho para que esse “outro trabalho” de muitas colaboradoras mulheres possa ser mais leve – e mais reconhecido.
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Belo texto, Cris! Quem é mulher bem sabe do malabarismo que é sustentar uma carreira com todas as outras demandas da vida, pois no fim do dia, o trabalho do cuidado (tão invisibilizado) seja com filhos, seja com os pais, em grande parte pesa mais para as mulheres. Eu aplaudo de pé a mãe que você é! Sou testemunha da pessoinha incrível que você está preparando para a vida! Esse texto dele me emocionou!
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Obrigada, Lina! Também fiquei muito emocionada e feliz quando vi essa atividade dele. Mas todo dia ele me deixa orgulhosa, é um menino muito especial ❤️
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