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‘O Gambito da Rainha’: uma minissérie com todos os bons ingredientes

Para ver na Netflix: O GAMBITO DA RAINHA (The Queen’s Gambit)
Nota 9

 

Os olhos penetrantes da enxadrista Beth Harmon.

Como já admiti aqui outras vezes, não sou seriemaníaca e é muito comum eu só assistir a uma série depois que meio mundo já viu. Portanto, se hoje escrevo para recomendar “O Gambito da Rainha”, sei que isso acontece depois de ela já ter se tornado a minissérie mais vista da história da Netflix e, portanto, de você, caro ou cara leitor/a, provavelmente já ter assistido também.

Mas sou persistente e vou escrever assim mesmo. Porque esta foi uma das melhores séries que já vi na vida, e isso não pode deixar de ser registrado no meu blog, não é mesmo?

Em apenas sete episódios, conhecemos e admiramos Beth Harmon, uma órfã que descobre, aos 9 anos, ter um talento fora do comum para o xadrez. Ela aprende a jogar no orfanato, mesmo lugar em que se torna, involuntariamente, viciada em tranquilizantes (um jeito menos feio de dizer drogas). E, ao longo desses poucos episódios, acompanhamos a saga da garota em torneios cada vez mais importantes.

Se fosse só sobre xadrez, provavelmente a minissérie não teria despertado tanto furor pelo mundo. Afinal, não se trata de um jogo tão popular quanto, digamos, o futebol. Mas é uma conjunção de fatores que tornam esta série excelente: o drama pessoal de Beth, suas quedas quando parecia estar nos topos, os personagens intrigantes que ela vai conhecendo ao longo da vida, o cenário de Guerra Fria (lembrando que os melhores enxadristas do mundo são os russos e Beth, americana) e até a trilha sonora maravilhosa dos anos 60 (para não falar do figurino). Tudo é muito bem feito, o design de produção é cuidadoso, os diálogos, o roteiro, e todos os atores são ótimos.

A começar pela protagonista, é claro. Tanto a Beth criança, interpretada por Isla Johnston, quanto a adulta, de Anya Taylor-Joy, são impressionantes, com aqueles olhões, os silêncios, a frieza aparente e a cabeça cheia de fantasmas do passado. A série não teria feito tanto sucesso se não fossem essas duas versões de Beth.

A pequena Beth Harmon.

(E, sim, é sempre pulsante ver uma mulher, ainda que fictícia, vencendo num mundo dominado por homens. Mas teve duas cenas em que chorei bastante, e foi por causa dos homens que ajudaram Beth…)

Enfim, é uma minissérie para todos assistirem. E se você também gostar de jogar xadrez, melhor ainda.

P.S. Se você quiser entender o lance do gambito da dama, vale ler esta explicação da Super Interessante, bem didática.

Assista ao trailer oficial legendado:

 

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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