‘Roman J. Israel, Esq.’: Um filme sobre a integridade

Vale a pena assistir: ROMAN J. ISRAEL, ESQ.
Nota 8

Ontem comentei aqui no blog, ao fazer a resenha de “Artista do Desastre“, que Tommy Wiseau é um dos personagens mais insólitos do cinema. Eu ainda não tinha visto “Roman J. Israel, Esq.” quando escrevi aquela crítica. Ambos se equiparam, ainda que por razões muito diferentes.

Tommy ganha um ponto a mais no quesito bizarrice por ser um personagem real. Roman é fictício e não chega a ser bizarro, apenas intrigante, certamente fora de qualquer padrão de normalidade. Um gênio (no caso, do direito) e, como todo gênio, um pouco louco. Ou pelo menos com sérias dificuldades sociais.

É esse personagem, na pele de um dos maiores atores do cinema, Denzel Washington – que foi indicado ao Oscar de 2018 –, e interagindo com o “antagonista” George, vivido pelo também incrível Colin Farrell, que levanta todo um debate, em forma de fábula, sobre a integridade humana, sobre a ética, sobre as fronteiras flexíveis que margeiam essas duas coisas.

Ao longo do filme, somos presenteados com as reflexões – muitas vezes tão confusas quanto Roman – disparadas pelo protagonista. E escritas pelo roteirista e diretor Dan Gilroy, o mesmo do também ótimo filme “O Abutre“, que também traz reflexões importantes sobre ética. Naquele filme, a ética girava em torno da profissão do jornalista. Agora, gira em torno da advocacia.

Mas vai além.

“Cada um de nós é melhor do que a pior coisa que já fizemos.”

“Os inimigos reais não são aqueles do lado de fora, mas os que estão do lado de dentro.”

“Somos formados por fragilidade e erro. Perdoemos reciprocamente as loucuras um do outro. Essa é a primeira lei da natureza.”

“Um ato não torna a pessoa culpada, a menos que a mente dela seja culpada também.”

E toma! E toma! E toma! E toma!

Fiquem com estas, mas são quase duas horas com pérolas assim, num contexto de filme que mistura drama a crime a suspense e até mesmo a um pouquinho de ação – a cena da perseguição é uma das mais tensas que você verá nesse gênero, muito graças à brilhante trilha sonora.

A propósito, a trilha sonora merece um parágrafo à parte. Assinada por James Newton Howard, que já foi indicado a nada menos que oito estatuetas do Oscar (“O Casamento do Meu Melhor Amigo, por exemplo, é dele!), escolheu canções da época da Motown que deram um vigor extra a um filme que poderia ter ficado sério demais. Tem muito funk-groovie, jazz, soul e quetais. Minha próxima playlist vai ser com essa trilha, aguardem 😉

Assista ao trailer do filme:

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