A traição ao trabalhador orquestrada por Temer, Rodrigo Maia e Romero Jucá

Charge da Laerte. Genial.

Texto escrito por José de Souza Castro:

O líder do governo no Senado, Romero Jucá, foi o último a discursar antes de encerrada a votação da lei que estraçalha a CLT, para voltar a prometer que Michel Temer enviaria logo ao Congresso Nacional medida provisória para retirar do texto os maiores absurdos introduzidos pelos deputados e aprovados sem emendas pelos senadores. Quando discursou, todos já tinham votado, sendo 50 a favor e 26 contra. Promessa de mentirinha, discurso de mentirão.

Horas depois, o presidente da Câmara dos Deputados, o farsante Rodrigo Maia (DEM-RJ) que vai suceder Temer (temporariamente ou não), caso este seja afastado por corrupção, anunciou que vai barrar a medida provisória logo que ela chegue ao Congresso Nacional.

O que era ruim com Temer ficará pior com Maia. Ele declarou à “Folha de S.Paulo” na manhã desta quarta-feira, horas depois da votação vergonhosa no Senado: “Não participamos de nenhum acordo. Queremos reformar o Brasil. Chega de mentiras”. E prosseguiu: “A reforma trabalhista é o primeiro momento de grandes mudanças no nosso país. Ainda vêm a Previdência, a tributária, a segurança e a redução da pobreza. Vamos de verdade mudar o país. A Câmara já liderou e vai continuar liderando”.

Segundo Maia, a reforma trabalhista aprovada agora é uma “revolução” e não haverá retrocesso. “Acordos do atraso não estarão na nossa agenda. Queremos um novo Brasil”, afirmou.

Um dos pontos “revolucionários” da lei é permitir o trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres!

Além do discurso de Romero Jucá, ouvi o da presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que pode ser ouvido aqui. É um tapa na cara dos senadores e um alento ao trabalhador, para que não se sinta completamente só.

Não há necessidade de tratar aqui de Gleisi. Seu discurso fala por si só.

De Jucá, basta lembrar que é o autor da célebre frase, gravada antes do impeachment de Dilma Rousseff, defendendo um pacto para tirar a presidente da República e estancar a sangria da Lava Jato em outros partidos que não o PT.

Quanto a Rodrigo Maia, não tente aprender muito sobre sua carreira política e seu caráter na imprensa comercial. Há bons artigos, porém, em alguns sites independentes. Uma pesquisa no Google resolve.

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4 comentários sobre “A traição ao trabalhador orquestrada por Temer, Rodrigo Maia e Romero Jucá

  1. Foi publicada hoje a sentença de 212 páginas do juiz Sérgio Moro contra Lula, entre outros, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao apartamento triplex do Guarujá. Pelo primeiro, Lula foi condenado seis anos de reclusão e multa; pelo segundo, a três anos e seis meses e multa. Soma de nove anos e seis meses de prisão e multa de 185 dias. Cada dia equivale a cinco salários mínimos vigentes em junho e dezembro de 2014. Para fixar a multa, Moro levou em conta que Lula ganhou cerca de R$ 952.814,00 por palestras, só em 2016. Além disso, terá que pagar as custas processuais. O juiz determinou ainda o confisco do apartamento do Guarujá. E determinou a interdição de Lula para o exercício de cargo ou função pelo dobro do tempo de prisão a que foi condenado. Se não for mudada na segunda instância, Lula só poderia voltar a ser presidente da República quando tiver 90 anos de idade.

    Moro inocentou Lula no caso da guarda do acervo presidencial paga pela OAS e sua mulher, também ré no processo julgado, por ter morrido antes de proferida a sentença. Bonzinho, esse juiz federal…

    A íntegra da sentença pode ser lida aqui: http://estaticog1.globo.com/2017/07/12/sentenca_lula.pdf

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  2. Dilma Rousseff foi menos bonzinha que eu ao comentar a sentença de Sérgio Moro. Em nota divulgada há pouco, ela diz:

    “A condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, sem provas, a 9 anos e seis meses de prisão, é um escárnio. Uma flagrante injustiça e um absurdo jurídico que envergonham o Brasil. Lula é inocente e essa condenação fere profundamente a democracia.

    Sem provas, cumprem o roteiro pautado por setores da grande imprensa. Há anos, Lula, o presidente da República mais popular na história do país e um dos mais importantes estadistas do mundo no século 21, vem sofrendo uma perseguição sem quartel.

    Ontem, com indignação, assistimos à aprovação pelo Senado do fim da CLT. Uma monumental perda para os trabalhadores brasileiros.

    Agora, assistimos essa ignominia que está sendo exercida contra o ex-presidente Lula com o objetivo de cassar seus direitos políticos.

    O país não pode aceitar mais este passo na direção do Estado de Exceção. As garras dos golpistas tentam rasgar a história de um herói do povo brasileiro. Não conseguirão.

    Lula é inocente. E o povo brasileiro saberá democraticamente resgatá-lo em 2018.

    Nós iremos resistir.”

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