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O show de Paul McCartney em Beagá: resenha, fotos e vídeo

Todas as fotos: Cristina Moreno de Castro
Todas as fotos: Cristina Moreno de Castro. Clique para ver maior.

Lembram quando contei aqui no blog da decepção que foi o show de Eric Clapton? Depois fiquei me sentindo culpada, pensando que poderia ter sido daquela forma por causa do lugar (uma distante cadeira de arquibancada do Morumbi), e não do músico, que é um dos melhores do mundo.

Ontem me convenci de que não é bem assim. Afinal, lá estava eu, também em uma arquibancada, no Mineirão – mas vibrando e extasiada, pela segunda vez, com a performance de Paul McCartney. Ele e Clapton têm quase a mesma idade, mas o que um tem de virtuose, o outro tem de virtuose também, mas somada a um carisma invencível.

Sir Paul tem energia de dar inveja para seus 70 anos de idade: conversa em português o tempo todo, rebola, dança, pula, grita, vibra, agradece a todo instante (nós que agradecemos!), e chegou a levar ao palco as mineirinhas que organizaram, há mais de um ano, o movimento “Paul, vem falar uai“, que colocou Beagá na abertura da turnê Out There, antes das batidas São Paulo e Rio, que já receberam dois shows de Paul antes.

Ele falou, entre outras pérolas: “Finalmente vim falar uai”, “Ô trem bão, sô!”, “Obrigado Beagá!” e muitas outras.

E, claro, tirou da manga seus maiores sucessos, de rock e de baladas românticas, da carreira solo e dos Beatles. Com direito a ukulele em Something, homenageando George Harrison, Here Today homenageando John Lennon, homenagens a Linda e Nancy (primeira e atual esposas), fogos de artifício em Live and Let Die (tudo isso já visto na turnê anterior, em São Paulo), mas também com direito a várias surpresas para seus fãs: tocou pela primeira vez a incrível Being for the Benefit of Mr. Kite!, realizando duplamente meu sonho, após já ter incorporado ao repertório minha queridíssima Paperback Writer*. Também tocou pela primeira vez ao vivo outras três dos Beatles – Your Mother Should Know, Lovely Rita e All Together Now – e duas da carreira solo: Listen To What The Man Said e Hi, Hi, Hi. Eight Days a Week, que abriu o espetáculo, só tinha sido tocada por ele uma única vez, em 1965, com o resto do grupo! Another Day ele não tocava desde 1993 ao vivo e We Can Work It Out, desde 2004.

[Quase todas as 36 músicas do setlist estão relacionadas ao fim do vídeo abaixo. Mas vale ler tudo no site oficial do gênio, clicando AQUI.]

Tudo com uma vista de um verdadeiro “céu estrelado”, formado pelo público lá embaixo e na arquibancada, munido de seus celulares. Lindo demais de ver! Os telões também não perderam nada do palco.

Foram quase três horas de show, que tentei condensar, com melhores momentos, no vídeo editado-corrido abaixo, em pouco mais de oito minutos. Espero que os que estiveram lá possam relembrar as emoções e os que não puderam ir possam curtir um pouco, apesar de o áudio não se comparar à guitarra límpida que ouvimos ao vivo. Imagens de Beto Trajano e edição minha:

E algumas fotos (não muito boas, porque com celular vagabundo, rs). Clique sobre elas para ver maior:

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PS. Quem resolveu se precaver e chegar com grande antecedência, pegou trânsito e fila enorme para entrar. Houve ainda os que acamparam na porta, uma semana antes, só pra ficar esmagados na grade. Eu fiquei muito feliz porque, de plantão, tive que ir faltando apenas uma hora para o show começar. Resultado: não peguei trânsito, paguei só R$ 15 de táxi, não peguei nenhuma fila e consegui o melhor lugar possível na arquibancada, obviamente de pé (quem é doido de se sentar durante um show daqueles?). Meu namorado, que foi de ônibus no mesmo horário, pegou um coletivo tão vazio que conseguiu ir sentado em todo o trajeto. Parou na porta do estádio.

Entrada vaziíssima e sem filas para o Mineirão, às 20h15.
Entrada vaziíssima e sem filas para o Mineirão, às 20h15.

Aliás, a organização do Mineirão me pareceu muito boa. A cada quarteirão havia uma dezena de funcionários, com camisas verde-limão, prestando informações sobre as entradas. Havia muitas placas. O banheiro permaneceu limpo e até com papel higiênico e sabonete até o finalzinho do show (ao menos o feminino da arquibancada vermelha, onde fiquei). As filas para lanchonetes eram OK, ainda mais considerando que havia vários ambulantes uniformizados, toda hora passando pela arquibancada com isopor de cerveja e água, a preço salgado (lata de Heinecken a R$ 8), mas tabelado. Havia também bastante policiamento e não vi nenhuma confusão na minha frente, nem na saída. Só foi difícil encontrar ônibus e táxi de volta pra casa, mas aí já é um problema da prefeitura de Belo Horizonte…

* Eu tinha uma tradição, com amigos, de ir praticamente todas as quintas ao falecido Mezanino da Travessa, aqui em Beagá, ouvir a melhor banda cover que já existiu dos Beatles, a falecida Free as a Beatle. Inventamos de pedir alguma música lado B para que eles tocassem, e ficou sendo Paperback Writer. No começo, esnobavam nosso pedido, mas depois acabaram acatando, e ela entrou no repertório da banda. Para continuar a tradição de pedir alguma música difícil, passamos a gritar por “Being for the benefit of Mr. Kite!”. Esta nunca foi atendida. Mas Sir Paul tocou as duas para mim, adivinhando meus pensamentos! 😀

Leia as avaliações de “Folha“, “O Tempo“, “Hoje em Dia” e “G1“.

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

11 comentários em “O show de Paul McCartney em Beagá: resenha, fotos e vídeo Deixe um comentário

  1. Invejinha de ti e dos mineiros, Cris…rsrs Um amigo lá do Rio Grande do Sul que assistiu ao show de Sir Paul – acho que tem uns 2 anos – também ficou impressionado com a vitalidade dele.

    Muito bom! Obrigado pela resenha e pelo vídeo. 🙂

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  2. Só uma observação, o instrumento utilizado pelo Paul não é cavaquinho, chama-se “ukulele” orginário de Havai e que George adorava tocar.

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