Você ainda se lembra de como sonhar?

sonhos

Desde pequena, eu sonho muito. E não é raro eu me lembrar de vários detalhes dos meus sonhos. Eles às vezes são pesadelos cruéis, às vezes são repetições ansiosas de preocupações com coisas do dia (como um trabalho pendente), às vezes  se concretizam em gestos do lado de cá da consciência (o sonambulismo) e, noutras tantas, são belas aventuras, que fogem completamente da minha vida atual, inclusive com personagens malucos, situações inusitadas, muita emoção digna de filme.

Exceto nos dois primeiros casos, e quando tenho algum dos quatro tipos de insônia, de um modo geral, eu adoro sonhar. E tenho grande curiosidade sobre como funcionam nossos sonhos, para que servem, quanto tempo duram, que função têm. Assim como o tempo, o sonho é uma das coisas mais fascinantes do universo, para mim.

Por isso sempre me assombro quando escuto as pessoas dizerem que nunca sonham, ou que não conseguem se lembrar do que sonham.

Ontem encontrei uma explicação para essa amnésia noturna, vinda do maior especialista que o Brasil possui na área, o pesquisador Sidarta Ribeiro, que chefia o Instituto do Cérebro da UFRN. Em entrevista à “Folha”, ele diz o seguinte:

“A nossa civilização esqueceu como se sonha. As pessoas precisam reaprender a sonhar.”

E explica:

“Se a pessoa vai para a cama e adormece vendo TV, não está se preparando para a experiência importante, transcendental mesmo, que é sonhar. E, se ela se levanta da cama pulando e vai fazer outra coisa, não tem como se lembrar do que sonhou. A pessoa tem que treinar essa lembrança.

É preciso também perceber como o cinema e a TV tomaram o lugar de nossos sonhos. As pessoas sonham acordadas sonhos que são feitos por outras pessoas, com conteúdos prontos.”

Ele também conta outras coisas maravilhosas, como a duração do sonho humano, que é de 40 minutos (eu sempre achei que fossem segundos!). E também:

“Quando sonhamos, todas as criaturas da mente estão acordadas. É um zoológico: abre a porta e sai tudinho. O nosso “self” [consciência de si] é só um dos bichos, para onde ele for será o sonho que estaremos vendo. E são camadas e camadas interpenetráveis de coisas rolando. Por isso é tão comum você sonhar que entra em um lugar e, de repente, está em outro. (…)

Inconsciente é a soma de todas as memórias que a gente tem e todas as combinações possíveis. Por isso é tão grande. Consciente é a mínima fração disso que está ativa no momento.”

Se você é do tipo que se esqueceu como sonha, vale muito a pena CLICAR AQUI e ver como eles são importantes e como você pode resgatar esse aprendizado. E se, como eu, adora sonhar, também vale a pena ler para se deliciar com as explicações 😉

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