
Escrevi agora há pouco no Twitter:
Funny: eu tive tantas ideias de posts qdo criei meu blog, que queria postar 20 ao dia. E hj tou sentada em frente à tela vazia: esqueci tudo
A fotojornalista @Helenjor foi quem me respondeu: “escreve alguma coisa sobre romance.”
Como a resposta dela me abre duas possibilidades, vou escrever dois posts, mantendo minha proposta inicial. (Que outros tuiteiros me inspirem e incentivem em outros dias, como ela fez agora!)
Este primeiro post será sobre o último dos significados da palavra romance que consta nos dicionários: aventura amorosa.
Afinal, esse é um assunto que rende leitura. E meu blog está à cata de leitores ;)
Contem-me aí nos comentários: vocês já gostaram muito de alguém, a ponto de doer? Eu já gostei um bocado nesta vida, romântica incurável que sou. E não teve uma única vez que meus gostos tenham rendido alguma experiência totalmente boa.
Vou resumir a tragédia, sem dar, obviamente, nomes aos bois (ou aos boys). Pra dificultar o reconhecimento, vou também mudar a ordem cronológica:
certa vez me apaixonei por um japonês. Ele era um atleta, numa escola dos Estados Unidos, e passou a manhã inteira, num evento para estrangeiros do colégio, quebrando tábuas com golpes de karatê (enquanto eu representava o Brasil distribuindo pães-de-queijo, com a camisa da Seleção, e ouvindo dos americanos se a capital do meu país era Buenos Aires – pergunta sempre feita em espanhol, minha língua nativa, claro). Não lembro como era a cara do sujeito nem nunca troquei uma palavra com ele, que se apresentava para uma multidão. Mas ali se iniciou um amor platônico que duraria, bem, uns dois dias, se tanto.
de outra feita, me apaixonei por um amigo virtual, que morava a quilômetros de distância, em outro Estado. Sem nem sequer conhecer o rosto dele, por fotos (na época não havia 500 sites de relacionamentos e 1.000 fotos de todas as pessoas do mundo no Google Images), o que me encantou foi a conversa inteligente, como seria comum por toda a minha vida.
também aconteceu de eu gostar de um nadador da equipe do Minas, onde eu também treinava, de um chinezinho da escola, do irmão mais velho de uma amiga, de caras que se tornariam, depois, grandes amigos e por aí vai.
de todos esses gostos, só três se tornaram algo que se possa chamar de “namoro”, embora dois deles tenham durado menos de um ano. E, olhando para trás, posso dizer com tranquilidade que só um deles importou alguma coisa pra mim. Quer dizer, a gente passa 25 anos da vida gostando de mais de cem sujeitos, por razões totalmente diferentes, para no fim descobrir que só gostou mesmo de um.
minha lembrança mais engraçada em relação a namoro aconteceu quando eu tinha seis anos de idade. Ali se anunciaria a tragédia dos anos seguintes.
Ah, sim, aos seis eu também tinha um namoradinho, desses que davam tênis da Xuxa no dia 12 de junho. Contando com ele, então, tive quatro relacionamentos “sérios” na vida (sendo que ele foi o mais duradouro, dos três aos seis anos de idade! rá!).
Pois bem, como já adiantei, nos conhecemos aos três anos, vizinhos de prédio e colegas de maternal :)
Deve ter sido amor à primeira vista – dos nossos pais, já que eu não saberia o que é amor àquela idade e nem me lembraria disso, anyway.
Quando mudei de colégio, para ir ao pré-primário, ele mudou junto. Naquela altura já tínhamos seis anos. Era um romance maduro, como se vê.
Um belo dia, a sala de aula numa bagunça danada, a professora fazendo algo do lado de fora, os capetinhas gritando e pulando e fazendo coisas que crianças fazem, quando meu namoradinho me chamou: vamos lá pra frente, quero falar uma coisa com você.
Cochichando no meu ouvido, longe da balbúrdia do resto da sala, ele me perguntou: “Vamos terminar?” E eu respondi, solícita: “Tudo bem!”. Seria minha primeira DR, daquele jeito direto e descomplicado.
Tudo teria ficado bem se, no recreio, eu não tivesse visto meu ex-namoradinho de mãos dadas com a Ju, minha melhor amiga. Aos 6 anos, descobri o que era deslealdade. E esse tipo de lição, por mais que envolta no clima de brincadeira, a gente carrega pela vida afora.
O bom é que naquela época não existia no meu vocabulário a palavra fossa. A Ju continuaria sendo minha melhor amiga e eu gastava os recreios seguintes brincando de aprontar planos mirabolantes contra uma turma rival, só de meninos. No grupinho que eu liderava, só de meninas, uma das armas secretas era uma coleguinha gorducha, que, ao ouvir o grito de guerra “Plano B em ação!”, disparava a dar barrigadas contra os oponentes, toda orgulhosa por ser tão importante.
(Naquele tempo também não havia a palavra bullying.)
Bem, agora que me dispersei,espero por suas tragédias pessoais :D





Deixe uma resposta