
O céu de São Paulo derrete.
Cai todo sobre nossas cabeças
Qual lágrimas dos olhos dos pobres,
que perdem tudo.
Qual cera das velas dos crentes,
que rezam mortos das enchentes.
O céu derretido ocupa as ruas
Enfada os ricos
com as notícias repetidas
as estatísticas, as declarações vazias
previsões de meteorologistas.
E o dilúvio só acaba
Quando o céu se acabar
E, ao mirar os olhos ao alto,
suplicando ajuda,
encontrarmos o vazio.
(23/01/2010)
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Lindo poema. Um grito sutil sobre as tragédias atuais. Beijos!
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Obrigada, querida! Que bom que gostou 🙂
Sou super tímida em mostrar meus poemas ao mundo hehe
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