Os erros de um motorista (e de tantos outros)

Foto: J. Duran Machfee/Futura Press, tirada da página do UOL.

Foto: J. Duran Machfee/Futura Press, tirada da página do UOL.

O rapaz de 22 anos que virou manchete em todos os sites hoje (leia AQUI um bom resumo do caso) cometeu, segundo as reportagens, uma porção de erros, que deverão se tornar denúncias e, se ele não tiver aqueles advogados bem caros, anos de prisão:

  1. Dirigia em ziguezague;
  2. Dirigia em alta velocidade;
  3. Fez ziguezague nos cones de uma ciclofaixa que logo estaria ativa;
  4. Atropelou um ciclista e não prestou socorro;
  5. Fugiu levando o braço da vítima, que poderia ser costurado;
  6. Jogou o braço num rio, destruindo de vez com a possibilidade de o limpador de vidros voltar a ter o braço funcional, apto inclusive para o trabalho.

Uma coisa ele fez certa, só para sermos justos: se apresentou à polícia, indicou onde jogou o braço. Resolveu, enfim, assumir sua responsabilidade.

Mas, para mim, o maior erro do motorista foi ter dirigido depois de beber.

Beber e dirigir não pode, simples assim. Quando isso entrar na cabeça das pessoas, talvez acidentes estúpidos assim, e todas as reações que se seguiram a ele, vão acontecer com muito menos frequência. O fato de o motorista ter ido, horas depois, se apresentar à polícia, é um indício de que, depois que o álcool baixou, ele resolveu agir da forma correta. Ou, em outras palavras: se não tivesse álcool nenhum em primeiro lugar, talvez não tivesse cometido todos aqueles erros que vitimaram David Santos de Souza, 21.

À parte a questão do álcool, que já abordei aqui no blog recentemente, há o desrespeito generalizado aos ciclistas. Motoristas têm que entender que a via de trânsito é de direito idêntico para os carros, os caminhões, os ônibus, as motocicletas, os ciclistas, os carroceiros e os pedestres. Com regras e sinais para garantir esse convívio, mas acima de tudo com dependência de bom senso. David com certeza se achou mais protegido por estar numa faixa cercada por cones, que já entrou no imaginário da cidade como uma ciclofaixa temporária. Enganou-se. Há ciclistas que preferem andar na faixa da esquerda, para ficar mais longe dos ônibus, que têm ponto-cego mais amplo. Outros preferem a direita, por ser de velocidade mais lenta. É um deus nos acuda, mas é preciso que o respeito se dissemine logo, de forma urgente. Talvez se as escolas ensinassem noções de trânsito desde os 4 anos de idade, ao longo de várias séries, as pessoas incorporassem as leis e as normas de forma mais fácil do que no método chulé de hoje em dia, em que muitos matam as aulas de legislação com o aval das autoescolas, desde que paguem o correspondente.

Que motoristas entendam, de uma vez por todas:

1- Não podem beber e dirigir. Nada. nem uma “latinha”.

2- A via é de todos, não só dos carrões.

3- A pressa não justifica uma vida de outra pessoa. Pare. Olhe. Deixe o outro passar. Sair costurando o trânsito não vai poupar nem 5 minutos de viagem no final, mas provavelmente vai evitar muitos riscos desnecessários.

Leia também:

Anúncios

Educação vale mais que multa

É o que aprendemos quando assistimos ao vídeo abaixo que, segundo é informado no Youtube, mostra o trabalho de um agente de trânsito que foi escolhido pelos próprios condutores como um exemplo e foi homenageado pelo Detran durante a Semana Nacional do Trânsito de 2011:

Ao contrário de muitos outros agentes, que possivelmente têm metas a cumprir, esse inspetor está muito mais preocupado em conscientizar e educar os motoristas, motociclistas e pedestres do que em multá-los. E, aparentemente, tem dado certo, a ponto de vermos vários motoristas parando nas faixas (e sendo aplaudidos, como quando fazemos quando um bebê reproduz direitinho alguma coisa recém-ensinada) e obedecendo ao agente só na base da conversa. Não vi bloquinho de autuação em todos os quase quatro minutos de filme.

Cidades como São Paulo e Beagá estão precisando de políticas públicas que valorizem esse tipo de postura.

Jornalistas, história do Brasil e livro pra baixar

Hoje tou cansadona e sem nenhuma inspiração pra postar aqui (Ricardo: cadê as fotos que você ia me mandar pra eu postar? ;)).

Portanto, fiquem com o textinho que escrevi agora no Novo em Folha, sobre os integrantes das equipes de jornalismo de que nunca lembramos de falar.

Ah, aproveito para reforçar com os estudantes de jornalismo e jornalistas em geral que o livro que meu pai escreveu, disponível para download gratuito, é muito bom. Aliás, interessados em História do Brasil em geral também vão gostar da leitura 😉

CLIQUEM AQUI para baixá-lo.

(Agora vou ali dormir e continuar sonhando com o trabalho, pra variar :-?)