Robô Selvagem: uma homenagem à maternidade

Cena do filme "Robô Selvagem".
Cena do filme "Robô Selvagem".

Vale ver no cinema: Robô Selvagem (The Wild Robot)
2024 | 1h42 de duração | Classificação: Livre | nota 9

O que um robô inteligente faria em meio à natureza, à vida selvagem? O que ele aprenderia se só interagisse com animais, em vez de humanos?

Esta é a premissa do filme “Robô Selvagem“, dirigido e roteirizado por Chris Sanders, que também esteve à frente dos sucessos “Como Treinar seu Dragão”, “Lilo & Stitch” e “Os Croods”.

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Peter Brown, autor do livro best-seller que deu origem ao roteiro, diz que a inspiração para a história veio de um esboço que ele fez de um robô em uma árvore. Em seguida, ele se fez as perguntas que abrem este post.

Roz, a robô protagonista deste filme, tem uma incrível capacidade de aprendizado. É machine learning em seu ápice. Ao se encontrar naufragada em uma ilha isolada, em pouco tempo ela consegue aprender a língua de todos os animais, e se comunicar com eles. Essa é a parte fácil, no entanto. A interação, o relacionamento, a lei dos mais fracos e mais fortes, a traição, a amizade, o amor: tudo isso que existe de tão complexo neste mundo é a parte difícil.

Mas a robô se sai bem, apesar de alguns tropeços. Os tropeços são o que arrancam nossas risadas no filme, a parte trapalhona da comédia. Os acertos são o que nos emocionam.

Logo no início, Roz se vê as voltas com a criação de um filhote de ganso. O que era, inicialmente, apenas uma tarefa a cumprir (como seria varrer uma casa ou podar um jardim), torna-se, aos poucos, o pleno exercício da maternidade. O filme passa a ser, assim, uma espécie de fábula da maternidade humana: entre erros e acertos, Roz tenta fazer seu melhor pelo filho, assim como nós, mães, fazemos com os nossos.

A robô Roz e seu filhote de ganso adotado: maternidade é tema principal do filme "Robô Selvagem".
A robô Roz e seu filhote de ganso adotado: maternidade é tema principal do filme “Robô Selvagem”.

Não sei se foi meu filtro de mãe assistindo, ou se isso foi intencionalmente pensado pelos autores, mas a maternidade é, ao meu olhar, a temática mais importante de “Robô Selvagem”. Mais que a capacidade de adaptação de um ser tecnológico à vida selvagem, que era a premissa original.

Senti neste filme uma verdadeira homenagem ao exercício hercúleo de criar um serzinho para o mundo, protegê-lo dos perigos, dar amor, abrigo e, ao mesmo tempo, independência para ele.

Para além desse roteiro, que já é incrível, toda a animação é linda. A arte enche nossos olhos, com aquela mescla da ultratecnologia futurista à natureza bruta. Uma criação absolutamente humana em choque com um mundo sem qualquer traço dos homens. O trailer abaixo dá um gostinho desse capricho visual.

Enfim, “Robô Selvagem” é um forte candidato ao próximo Oscar de animação, ao lado do popular “Divertida Mente 2“. Vai dar trabalho à torcida.

Robô Selvagem foi indicado a 3 Oscars em 2025:

  1. melhor trilha sonora
  2. melhor som
  3. melhor animação

Assista ao trailer de Robô Selvagem:

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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

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