‘A Noite que Mudou o Pop’: 8 motivos para assistir ao documentário

As várias estrelas que gravaram a música We Are The World, retratadas no documentário da Netflix 'A Noite que mudou o Pop'.
As várias estrelas que gravaram a música We Are The World, retratadas no documentário da Netflix 'A Noite que mudou o Pop'.

Vale ver na Netflix: A Noite que Mudou o Pop (The Greatest Night in Pop)
2024 | 1h36 de duração | Classificação: 12 anos | nota 9

Texto escrito por Beto Trajano:

Fui jantar e resolvi ligar a televisão para ver algo enquanto comia. Ao abrir a Netflix, vi a capa de um novo documentário musical: “A Noite que Mudou o Pop“, uma produção da Netflix dirigida por Bao Nguyen sobre os bastidores das gravações do videoclipe We Are the World, e fiquei impactado na hora.

Vi o tempo de duração, mais de uma hora e meia. Mesmo sendo longo para um jantar, não pensei duas vezes. Esta música chicleteia na mente desde que eu sou criança e grandes ídolos participam do clipe. Para quem viveu aquela música nos anos 80, a memória afetiva é muito grande.

Resolvi dar o play, e tive uma grata surpresa e um turbilhão de nostalgia. Poderia ter três horas de duração e eu acho que assistiria ele todo em uma sentada, porque é muito bom!

Destaco aqui oito motivos para perder uma hora e meia do dia na frente da tevê.

Imagem na capa do documentário A Noite que Mudou o Pop, da Netflix

1- Harry Belafonte, Lionel Richie e ninguém menos que Michael Jackson tocaram o projeto-relâmpago. No meio do processo criativo, lembraram que Richie apresentaria o prêmio American Music Awards e começaram a contatar vários gigantes do pop que estariam em Los Angeles para o evento. Todo mundo foi topando. Isto em 1985, em um mundo sem internet, mas com um telefone em uma limusine.

2- Ao fim do American Awards, uma constelação de estrelas da música partiu para o estúdio, onde Michael já estava a postos e gravando vocais solo. Uma estrelinha que tinha ganhado vários prêmios na noite virou a cara e não foi – perdeu, né! Tudo foi feito em sigilo para a gravação daquela música, que seria uma mensagem de apoio à fome na África. O nome do projeto é USA for África e explodiu como um dos singles mais vendidos da história.

3- Os cantores já tinham recebido a letra e mantiveram tudo em sigilo, por isso não tinha acontecido nenhum ensaio. Um cartaz escrito por Quincy Jones e pregado na porta do estúdio dizia “Check your ego at the door” ou “Deixe seu ego na porta”. Como disse uma resenha da Folha de S.Paulo, o filme humanizou as estrelas do pop mundial.

4- O processo de gravação do clipe é magnífico. São vários destaques, mas a entrevista com um dos cinegrafistas é demais. O cara disse que caiu de paraquedas lá e no fim não teve pagamento. Era tudo voluntário e ele, novato na profissão na época, nem sabia. Mas suas imagens rodaram e rodam o mundo até hoje. Estava no lugar certo, na hora certa.

5- Bob Dylan sussurrando o refrão pois não conseguia atingir as notas é ótimo. Ele na verdade parecia ser o mais nervoso. Para conseguir gravar a parte dele, foi Steve Wonder que o segurou pela mão e o carregou.

6- Michael estava voando na canção que ele havia composto com Ritchie.

7- Naquele estúdio cheio de gigantes sob a maestria de Quincy Jones, uma cena bem inusitada é quando as próprias estrelas começam a pedir autógrafos umas para as outras.

8- Entre os participantes, para quem não se lembra, além dos que já foram citados, temos: Al Jarreaul (que inclusive estava chapado), Billy Joel, Bruce Springsteen, Cyndi Lauper, Daryl Hall, Diana Ross, Dionne Warwick, Huey Lewis, James Ingram, Kenny Loggins, Kenny Rogers, Kim Carnes, Paul Simon, Steve Parry, Tina Tunner, Willie Nelson e o grande Ray Charles.

Corre lá pra ver!

Assista ao trailer de ‘A Noite que Mudou o Pop’:

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Por Humberto Trajano

Jornalista e gestor de Comunicação com passagens pelo Governo de Minas, Prefeitura de Belo Horizonte e Rede Globo. Especialista em jornalismo digital multimídia e em processos criativos pela PUC-MG e mestrando em Comunicação Social na UFOP. Mineiro de Belo Horizonte.

2 comments

  1. Esse documentário é fantástico. Tem cenas antológicas como a dos colares de Cindy Lauper, fazendo barulho no microfone. E uma das melhores coisas, a gente entende que a cronologia da gravação não é a mesma do clipe. Stevie Wonder e Ray Charles gravaram partes depois daquele dia. E Michael Jackson, que no clipe parece que pediu para gravar sozinho por estrelismo, hoje entendemos que, na verdade, ele estava adiantando o serviço enquanto galera ainda estava no Awards.

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