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‘Raya e o Último Dragão’: uma mensagem de confiança e otimismo

Vale a pena ver no Disney+: RAYA E O ÚLTIMO DRAGÃO (Raya and the Last Dragon)
Nota 8

 

As meninas de hoje têm muita sorte. Apenas olhando para os filmes de animação que concorrem ao Oscar deste ano, temos garotas destemidas, empoderadas, fora dos padrões – todas bem diferentes das princesas da Disney que eu via na minha infância (loiras, magérrimas, bobinhas e à espera do príncipe encantado).

Vejamos: temos a Mirabel de “Encanto“: uma menina sem nenhum talento aparente, sem nada de especial como seus parentes, fora dos padrões de beleza das passarelas (gordinha, cabelo cacheado, óculos, parece comigo rs), mas que se prova uma heroína para a família. Temos a Giulia de “Luca“, que é corajosa, nerd, estudiosa, determinada, inclusiva e também foge dos padrões de beleza mais corriqueiros. Temos a adolescente Katie, de “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas“, que passa por todas as crises típicas dos adolescentes, tampouco está longe dos padrões (inclusive na sexualidade), mas vive uma aventura em família sensacional.

 

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Raya é uma princesa diferente das outras

E agora, em “Raya e o Último Dragão”, temos uma princesa da Disney que só usa calças, não cantarola musiquinhas toda hora, não tem um príncipe encantado, e, brava e determinada, sai sozinha em uma aventuras por terras hostis, de inimigos guerreiros, na tentativa de salvar seu pai (e o resto do mundo).

Estamos evoluindo, desde crianças, vendo outras possibilidades de mulheres inspiradoras: há sim as que esperam se casar com o príncipe e “viver felizes para sempre”, mas também há as que querem fazer a diferença para a família, para os amigos ou até para todo o mundo, encarando monstros, robôs malignos, delinquentes idiotas, e, sobretudo, encarando as diferenças e mostrando que é possível lidar com elas (é possível unir países em guerra para promover a paz; é possível ser amiga de um monstro marinho, e por aí vai),

Outra sorte das crianças de hoje é ter quatro filmaços concorrendo na categoria de melhor animação do Oscar. Eu já escrevi sobre os outros três (links acima), e dei nota 9 para todos eles. E este “Raya”, que ganhou uma nota 8, é um filme bonito, com animação impecável, inspirado na paisagem do sudeste asiático, e que traz uma mensagem tão importante quanto os demais: sobre o valor da confiança e do otimismo.

Duas palavrinhas tão em falta nos dias de hoje, e cada vez mais necessárias, em tempos de pandemia e de guerras.

O único que ainda não vi dentre os indicados foi “Flee”, mas já posso dizer que não está nada óbvia esta disputa e todos têm reais chances de vencer.

 

Assista ao trailer dublado de “Raya”:

 

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Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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