Os curtas de animação da Disney Pixar: arte, reflexões, família e inclusão

Dez curtas de animação incríveis que descobri na Disney+
Dez curtas de animação incríveis que descobri na Disney+

 

Tive acesso recentemente ao Disney+, o streaming da Disney. Achei legal por encontrar ali os clássicos e também os filmes mais recentes, que ainda estão em cartaz no cinema e que concorreram ao Oscar nos últimos anos — como Encanto, Soul e Coco.

Mas o que realmente me tirou o fôlego foram os curtas de animação. E engana-se quem pensar que foram feitos para crianças, viu? Sim, são de animação, mas as reflexões levantadas por eles são muito mais para o entendimento dos adultos do que dos pequenos.

Comecei com “Bao”. Uma mãe e seu filho, que vai se desgarrando dos cuidados dela à medida que cresce, e se torna mais e mais independente. E a mãe naquele dilema das mães, de querer proteger e cuidar e cercar, literalmente, os filhos, de querê-los sempre por perto. São seis minutos muito delicados e emocionantes para qualquer mãe.

E aí fui emendando em outros títulos: “Flutuar”, sobre as diferenças, e sobre inclusão, e sobre amar os filhos mesmo que eles não sejam tão “normais” quanto as outras crianças. “Fitas”, sobre aceitação, empatia, inclusão, entendimento, amizade. “Piper”, sobre a descoberta do mundo, a superação de medos, a independência das crianças. “Kitbull”, também sobre a amizade diante das maiores diferenças. “Juntos Novamente”, sobre o amor redescoberto na velhice. “Nona”, “Toca”, “Purl”, “Segredos Mágicos” — fui vendo um a um estes últimos, da “Sparkshorts”, um projeto mais independente e artístico de curtas da Pixar.

Cada um tem uma temática diferente, mas quase sempre abordam coisas sensíveis e emocionantes, têm um esmero especial na arte, classificação indicativa livre e duram de 6 a 12 minutinhos, no máximo. Enfim, para sair assistindo em família e emendando um curta no outro mesmo.

E esta é uma das coisas mais legais dos streamings, como o Disney+, mas também a Amazon e a Netflix. Tornaram acessíveis os curtas-metragens e curtas de animação, que antes a gente só ouvia falar no Oscar e nunca conseguia assistir de verdade. Agora, podemos ir à Netflix e ver, por exemplo, os premiados do ano passado, “Se Algo Acontecer… Te Amo” e “Dois Estranhos“. E todas essas outras experiências incríveis que estão sendo desenvolvidas por estúdios grandes como o da Disney Pixar.

Para quem ama o cinema, eis aí mais um nicho que podemos agora explorar. Boa diversão!

 

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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

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