Assassinatos em Bagdá, uma história que se repete (e 16 charges sobre o ataque de Trump ao Irã)

Foto do carro em que estava um importante general do Irã, divulgada pelo escritório de imprensa do governo iraquiano.

Texto escrito por José de Souza Castro:

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No dia 20 de março de 2003, logo depois que os Estados Unidos invadiram o Iraque para derrubar Saddam Hussein, seu antigo aliado na luta contra os aiatolás iranianos, a Cristina se tornou blogueira. Ela estava no primeiro ano do curso de Comunicação da UFMG e fundou, com uma colega, o “Tamos com Raiva”, que durou até setembro de 2008. Dois anos depois, ela criou seu segundo blog – este.

Tudo a ver, portanto, que o Blog da Kika Castro escreva (pouco, pois todos estão escrevendo mais e melhor) sobre o ocorrido na madrugada desta sexta-feira (3), quando o presidente norte-americano, Donald Trump, mandou que fosse assassinado por um drone, perto do aeroporto de Bagdá, um importante general iraniano, agora aliado do governo do Iraque, de onde os Estados Unidos estão sendo forçados a sair.

Foto do carro em que estava um importante general do Irã, divulgada pelo escritório de imprensa do governo iraquiano.

São as voltas que o mundo dá e que deixam os Estados Unidos no lugar de sempre: um defensor sanguinário dos interesses da indústria petrolífera americana, qualquer que seja o presidente.

Quando o drone dos Estados Unidos explodiu os veículos em que estavam o general Qassen Suleimani, chefe do Quds e herói nacional do Irã, e o comandante da Unidade de Mobilização Popular do Iraque, Abu Mahdial al-Muhandis, Trump criou dois mártires.

Não demora, e ele vai descobrir que o problema com os mártires é que eles nunca morrem.

Por enquanto, Trump só pensa na reeleição, em escapar do impeachment iniciado na Câmara dos Deputados – que certamente será barrado no Senado – e em demonstrar aos seus eleitores imbecilizados (pudesse votar, Bolsonaro seria um deles) que é um macho man que não tem medo da cara feia daqueles iranianos e iraquianos que saíram imediatamente às ruas exigindo vingança.

Iranianos saíram às ruas para protestar. Imagem: Reprodução

Na mesma sexta-feira, líderes políticos de todo o mundo iniciaram um movimento para tentar minimizar a besteira de Trump, enquanto, na internet, brasileiros se movimentavam para pedir que Bolsonaro fechasse a boca: #BolsonaroFicaQuieto e #BolsonaroFicaCalado estavam nos trending topics.

Meio que difícil, para um boquirroto imbecil e viciado em Trump. Pouco importa, pois o que Bolsonaro disser em nada vai influenciar no desfecho de uma questão que, muitos temem (eu não), possa vir a desencadear a terceira guerra mundial.

 


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Por José de Souza Castro

Jornalista mineiro, desde 1972, com passagem – como repórter, redator, editor, chefe de reportagem ou chefe de redação – pelo Jornal do Brasil (16 anos), Estado de Minas (1), O Globo (2), Rádio Alvorada (8) e Hoje em Dia (1). É autor de vários livros e coautor do Blog da Kikacastro, ao lado da filha.

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