Um filme para os fãs, e só para os fãs

Não vale a pena assistir: MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA (Mad Max: Fury Road)
Nota 3

madmax

Suponha que você nunca tenha visto nenhum dos três filmes da franquia “Mad Max” estrelados por Mel Gibson entre 1979 e 1985. E que você nem sequer saiba do que se trata a história. Na verdade, você tem o hábito de ir ao cinema às cegas, sem ver nem o trailer do filme antes, para poder se surpreender mais com as cenas e avaliar melhor a qualidade do roteiro, da contação da história propriamente dita.

Foi o meu caso. Nunca tinha visto nenhum “Mad Max” e fui assistir ao quarto filme da franquia, agora estrelado por Tom Hardy, apenas porque ele foi indicado a espantosas DEZ estatuetas do Oscar.

E o que descobri é que este é um filme tipicamente feito para fãs, especialmente os muito nostálgicos, que depois escrevem em suas críticas que o filme é uma “obra prima” e coisas afins. Se você não é fã, você se estrepa. Em algumas partes do filme, boia mesmo. Isso porque a história é muito mal contada, e você precisa ficar o tempo todo adivinhando quem são aquelas figuras estranhas e por que agem daquela forma bizarra. Que vozes são aquelas? Quem são aquelas pessoas? Muito simplesmente nunca é explicado para nós, os que não somos fãs.

Além disso, me perdoem os fãs, mas o longa é cheio daquelas cenas absurdamente inverossímeis e exageradas, típicas dos filmes de ação da pior qualidade. Tipo o cara que está doentíssimo, quase morrendo, mas que consegue fazer coisas que exigiriam uma força descomunal. Ou a mulher que dirige com uma mão só, ainda consegue segurar, com a outra mão, um homem que tem o dobro do tamanho dela, e fazer mil manobras malucas — tudo ao mesmo tempo. Sabe, se o filme é de super-heróis, a gente até engole esse tipo de coisa. Mas, até onde eu fui informada pelo roteiro de “Mad Max”, eles não eram super-heróis, nem tinham poderes especiais.

Dito tudo isso, fiquei abismada com essa quantidade desproporcional de indicações de “Mad Max” ao Oscar. Melhor edição, mixagem de som, edição de som e efeitos visuais, vá lá. São categorias mais técnicas, e o filme realmente tem grande qualidade em todas elas. Ainda vem melhor figurino, design de produção e maquiagem: OK, especialmente para a última destas. Mas melhor direção? Fotografia? E, principalmente: MELHOR FILME DO ANO?! Nah…

Como eu já adiantei, o filme é estrelado por Tom Hardy, baita ator que concorre ao Oscar por sua participação em “O Regresso”. E também pela ótima Charlize Theron, que raspou os cabelo para fazer a Furiosa. Mas nem consegui apreciar muito bem as atuações dos dois e dos demais, que são escondidos por máscaras horrendas e rostos transfigurados.

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O cenário também é sempre o mesmo: um deserto sem fim, uma estrada de areia. Tudo com aquele tom cansativo de marrom e cinza, num ritmo frenético de fuga e perseguição sem pausa. É uma overdose de poeira, de bizarrices e explosões. Como se eu estivesse vendo não um filme, mas um jogo de videogame misturado a um clipe dos Smashing Pumpkins. Se a música fosse tão boa quanto a do Billy Corgan, talvez valesse a pena assistir — mas, infelizmente, nem isso era o caso. Então restou apelar: game over, pelamordideus!!

Assista ao trailer do filme:

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