Já vi esse filme antes

Veja se tiver tempo: CAROL
Nota 5

carol

A texana Patricia Highsmith escreveu três novelas que foram levadas ao cinema: “Pacto Sinistro“, que virou um clássico de Alfred Hitchcock, “O Talentoso Ripley“, que é um thriller dramático muito bem feito, dirigido por Anthony Minghella (de “O Paciente Inglês” e “Cold Mountain”) e este “Carol” — o pior dos três filmes.

São gêneros diferentes, tudo bem. “Carol” não é um suspense, não tem nenhum crime. É apenas o romance entre duas mulheres, na Nova York dos anos 50. O que torna o filme dramático é o relacionamento homossexual numa época em que isso ainda era um tabu (repito o que eu disse na crítica de “A Garota Dinamarquesa“: pode não parecer, mas o mundo evoluiu um bocado desde então). O amor lésbico chegava a colocar em risco a guarda da filha de Carol, que estava em processo de divórcio.

Tirando esse conflito, que não ocupa a maior parte do roteiro, sobra apenas a história de amor entre Carol e Therese. Que é construída de forma lenta, quase tediosa. E são duas personagens sem grande personalidade — ou melhor, Carol tem uma personalidade muito forte e autêntica, mas pouco mostrada pela opção do diretor Todd Haynes (de “I’m Not There”, outro filme que me decepcionou). Se fosse apenas um romance entre um homem e uma mulher, provavelmente não teria sido aclamado da mesma forma — ia entrar na lista dos água-com-açúcar exibidos na “Sessão da Tarde”. É claro, o ingrediente principal é justamente o relacionamento gay na época conservadora em que se passa o filme. Mas o que quero dizer é que o filme não tem uma grande história — como tem “O Talentoso Ripley” e tantos outros com a mesma temática.

Chega a ser até meio piegas e previsível no final. E no começo, e no meio. Sabe aquela cena da carta? E o flashback mostrando quando duas pessoas se conheceram? E a road trip? E a cena do restaurante? Bom, quando virem o filme vocês vão perceber a persistente sensação de déjà vu.

O que segura o filme são as duas excelentes atrizes que interpretam as protagonistas. Cate Blanchett, que levou sua segunda estatueta do Oscar em 2014 pelo insosso “Blue Jasmine“, dá vida a Carol. E Rooney Mara, que já tinha sido indicada por sua participação em “Millenium — os homens que não amavam as mulheres“, interpreta Therese. Curiosamente, apesar de Mara aparecer na tela por mais tempo que Blanchett, ela concorre ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, enquanto Cate ficou com a categoria das melhores atrizes principais.

O filme também concorre ao Oscar deste ano pelo roteiro adaptado, fotografia (muito boa, que nos transporta mesmo ao passado), figurino e música original.

Assista ao trailer do filme:

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