Um Isaac Asimov repaginado

Não deixe de assistir: EX MACHINA
Nota 7

machina

“Ex Machina” tem um grande erro bem no final. Um daqueles erros de roteiro que você dá um tapa na testa e pensa: “Pô, como deixaram passar um furo desse tamanho?!” Mas, até chegar lá, o que temos é um bom filme de ficção científica, com bastante suspense e até um pouquinho de drama.

Caleb, interpretado por Domhnall Gleeson (o mesmo que faz o capitão de “O Regresso“, filme também indicado ao Oscar deste ano), é um programador de 26 anos que trabalha para a maior empresa de tecnologia do mundo, uma espécie de Google fictícia. Ele é sorteado para passar uma semana na mansão (mais que isso, no hiperlatifúndio) do CEO de sua empresa, Nathan, interpretado por Oscar Isaac. Lá, passa a fazer parte de um teste, interagindo com Ava, um robô que detém surpreendente inteligência artificial, interpretado pela atriz sueca Alicia Vikander (que concorre ao mesmo Oscar por sua participação no filme “A Garota Dinamarquesa“, de que já falei aqui no blog).

As quase duas horas de filme giram em torno desses três personagens, dessas três ótimas atuações. O sci-fi fica por conta da inteligência artificial, o drama fica por conta da ética em torno dos robôs, que era tema predileto de autores como Isaac Asimov, o suspense gira em torno do personagem do bilionário Nathan, que é misterioso e nos deixa desconfiados sobre suas reais intenções, sobre o que sabe e o que não sabe. E existe até uma pequena historieta de amor, ao estilo do filme “Ela“.

Além de girar em torno de poucos personagens, o cenário do filme também é, quase todo o tempo, muito restrito, até claustrofóbico. Só um bom roteiro — apesar do furo no final — conseguiria segurar um filme com essas características. Não é à toa que “Ex Machina” concorre ao Oscar na categoria de melhor roteiro original. Mérito de Alex Garland, que já tinha alguma experiência como roteirista mas faz sua estreia como diretor neste filme.

O longa também concorre na categoria de efeitos visuais, competindo com “Star Wars”, “Perdido em Marte“, “Mad Max” e “O Regresso“. Acho difícil que leve.

No final das contas, embora seja um filme de entretenimento puro, ele nos faz refletir sobre nossa necessidade humana de querer superar os deuses — ou a natureza, seja como for. Nem sempre o resultado pode ser o que esperamos.

Assista ao trailer do filme:

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6 comentários sobre “Um Isaac Asimov repaginado

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